sábado, 22 de dezembro de 2012

páraXICOsá i fora



"As bacias que guardam carne estão shujas,
shuuushuuuhsuhuuuhshuuuaaa!
Agora limpas, pela água que vêm lá longe de baixo da bacia do guarani paulista.
Inacreditável!
Enquanto isso, um jornalista, slap, slapt! não foleia um jornal, não...
mas sim  tclp, tecle, tecla, tclp, num NOTEBOOK! falado em sotaque bem america no ridículo!
na intenção de orientar a vida amorosa das pessoas e por que não? dar um TOC para a vidamorosa daspessoa!"


T.F.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

surpresa



Papelotes vazios de cocaína sobre a mesa de vidro, bitucas de cigarro pelo chão e garrafas de bebida espalhadas, a festa foi grande. Sobre a cama o filho abraçado com outro rapaz, dormindo profundamente os dois, nus, apenas o lençol lhes cobria. O pai chega e abre a porta, são três da tarde, do pequeno apartamento do centro da cidade. E pensa: a festa foi grande!


T.F.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

 - Não, não vou perguntar as horas para aquele homem porque talvez ele esteja com pressa.

Relógio funcionando bem. Música, computador. Música no computador, tempo marcado na música um pouco atrasado em relação ao do relógio. Música soando ao ouvido um pouco mais lenta do que deveria. Partes da música e o tempo que as marcam.

Matemática. Números. Tempo. Vida. Morte. Divisão.
Idade. Minutos, Choro de bebê, recém-nascido. Horas. Sono do bebê. Dias. Alimentação. Semanas, meses. Crescimento. Acontecimentos do corpo em relação ao seu tempo de vida.Divisão ao infinito dos n´-umeros. Décimos e milésimos de segundo infinitamente. Movimentos das células e moléculas do corpo. Velocidade. Acontecimentos intracelulares ininterruptos, acontecendo numa velocidade altamente veloz. Augusto dos Anjos, monólogo de uma sombra. disso lembro agora. Eras moneras, conglomerado. E na morte a divisão continua. A tendência e o desejo do homem à imortalidade.

Voltando a realidade agora.  VERDADE É QUE MEU COMPUTADOR ESTÁ UMA BOSTA A PONTO DE QUASE TRAVAR DE TANTO FILME PORNÔ QUE EU JÁ ENFIEI NELE. E CLARO ALGUMA COSIA DE QUALIDADE DO CINEMA FRANCÊS DO SÉCULO PASSADO.

VOLTANDO A REALIDADE DE NOVO. Os números, a matemática, a ciência, os fatos e as máquinas. A ciência trabalha com fatos que se dão no tempo e no espaço e podem ser medidos ou identificados e relçacionados através da representação pelos números paralelamente Os números, identificados aqui com o tempo e o tempo identificado aqui com aquilo que acontece e pdoe ser marcado pelo tempo, são aquilo que nos possibilita medir o tempo e aquilo qeu se dá no tempo. A ciência trabalha com fatos, e por mais que os fatos possam ser enumerados, mesmo assim a ciência não pode identificar todos os fatos e nem pode tentar baseada numa tendência lógica das aparições numerais relacionada com os fatos através de cálculos. Com a descoberta do átomo essa relação talvez tenha se alterado profundamente, isto é, a noção que nós temos de tempo explicado através do movimento dos astros. Pois existe também um movimento initerrupto dos átomos na vida que pode ser medido através do tempo.  É muito mais complicado do que eu pensava!

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

a tela, o livro, o homem


"Da capa do Finnegans sobre a mesa
Joyce o observava com seus óculos anelados
tocando punheta com a mão esquerda
enquanto na tela a enfermeira gemia
sentada sobre um pau
prestes a explodir"

T.F.

pronto final



"gritou
falou
escreveu
e ficou lá
parado
depois
esqueceu"



poema simples pra ela


"quando eu encontrar meu amor nos braços
não quero que diga nada
só quero que sorria"

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

eu: eco do mundo



"olá. eu sou o mundo. como vai?
espero que seja bem recebido, caro jovem,
em mim, encontrarás a felicidade,
em mim encontrarás o trabalho, o dinheiro e o próspero futuro,
se você me obedecer, prometo que serás rico.

qual a sua cara, mundo? não consigo ver...
o mundo: apenas me ouça e espere na fila para ver.

depois que o mundo veio me falar
dores pelo corpo violentaram-me,
senti medo e desejei não mais sair de casa
eu era espremido por todos os lados
e que difícil foi duvidar do mundo,
enfrentar o mundo,
as palavras que o mundo diz não são apenas escritas ou sonoras,
elas pairam no ar, tornam-se concretas,
as paredes são feitas de palavras que o mundo diz
e torna-se difícil então conversar com o mundo
tanto é que parece ser até mesmo eu uma palavra do mundo"



T.F.

sábado, 11 de agosto de 2012

boa essa




"existe uma espécie de assombro cético em qualquer silêncio,
silêncio
silêncio
silêncio
isso.. psiu! você vê o ceticismo?
sim, a paranóia nossa de cada  nos dai hoje um pouco de desespero.
é como olhar no espelho e não se reconhecer,
não lembrar o próprio nome e perguntar o que se faz ali...
despejados, esquecidos no mundo estamos...
humanos humanos e só...
como falar a mesma palavra igual?
como? falo A... A... A...
IGUAL. IGUAL. IGUAL.
a paciência se descobre como a mais perfeita virtude,
o tempo passa outra paranóia vem e aquela vai embora,
comida temos, bebida arrumamos,
e piadas,
KKKKKKKKKKKKKK!!"



o que vcs prefrem: T.F. ou Patávalo?

"mais uma vez por mim tu hás de chorar.
oh mãe!, esposa e homem.
pelo filho, marido e o espírito santo desta terra,
mais uma vez por mim hão de chorar,
sobre os ombros da madrugada,
sobre as estranhas fantasias do sonho,
nos lamentos pelos cantos,
nas lembranças dos sorrisos,
mais uma vez por mim hão de chorar:

oh morte! oh morte! "

domingo, 5 de agosto de 2012

era do pornô



"sou fã de Alexis Texas e seus gemidos,
estudo a disposição dos corpos curtos num espaço e  tempo definidos
pelo soar das notas vibradas de um violão,
movimentos repetidos,
volume alto, baixo,
visão, ouvidos, olfato.
Marilyn Monroe, John Kennedy,
mortos, todos eles,
e alguma coisa ainda sobrou.
abundância pobre.
nós somos comunistas e não sabemos,
capitalistas e não sabemos,
não, eu não gosto dos poetas novos.
mas quem você já leu? quem?
nós temos acesso a tantas coisas,
mas não sabemos nada.
quando vamos reaprender a verdadeira cultura,
quando recuperaremos aquela velha e antiga dignidade de séculos passados,
ouvimos algo morto e sentimos saudade, já reparaste?
as rimas eram ricas,
hoje pobres? não... hoje banais, esdruxúlas,
mas ainda sabemos algumas palavras bonitas,
de vez em quando utilizamos aquele tom solene que nos traz o passado à lembrança,.
verdadeiramente não se fala de poesia, não se pode falar,
não coloque dor num poema.
fale de dragões, fale de cores vindas do fundo do mar,
fale da serpente comilona de abutres, javalis, ovelhas,
fale das trovoadas dos dias de chuva,
alma? você já falou de alma alguma vez?
renda-se então, olhe o mundo...
vê alma nele? nem pra um cego...
apenas pare... elimine todas as certezas,
elas são palavras, são estórias, fábulas...
que se faça uma fábula decente, enigmática,

permito-me uma interferência agora.
existem cães, existem bebês,
exitem pessoas dotadas de razão e bom-senso que vêem na comilança de carne algo de inescrupuloso.
existiam índios, existiam árvores, existiam palácios e pedras preciosas,
foram fabricados carros, máquinas a vapor, inventou-se a lâmpada,
e descobriram que a água poderia um dia acabar,
alguns passaram fome, outros foram degolados, outros nus,
outros presidentes, generais, verdadeiros líderes do como-viver-bem,
sepulturas foram feitas, sacrifícios, crianças navegaram pelos mares,
fabricamos inseticidas, carrapaticidas, a morte sempre perto.
alma? alma? alma?
o lápis-lazuli os químicos identificaram,
sua cor chamava a atenção,
um adolescente vestibulando no Brasil agora estuda a tabela periódica e descobre os elementos descobertos por um russo,
enquanto outro lê uma tradução de um romancista,
Pais e Filhos, Memórias, a Morte...
gente vinda do norte ganha a vida construindo hospitais e escolas no Sul que seus filhos nunca vão ver...
gastam horas, fazem piadas,
enquanto a chuva não vem as marretas, os pregos e os concretos harmonizam-se pelo progresso da nação...
Brasil, Brasil, um país de todos.
Tratemos de torcer pela seleção dos melhores, pelos representantes desta imensa nação feliz,
enquanto isso o rádio toca:"



T.F.



sábado, 4 de agosto de 2012

enquanto a porra do mundo não acaba...

ou enquanto houver porra. dois nomes para o poema


"A portinha do meu quarto
quebrou a maçaneta,
mamãe têve um infarto
me pegou na punheta."


Patávalo

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

não isso não é um poema, só um texto foi considerado não-literário




"  HOJE A VIIIIIDAA DISSE ASSSSIIM:

    GRITE ALTO PARA MIM".



t.f.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

a estranha piscina de palavras



"Olá, sou um corpo imóvel, ao meu redor livros, páginas deles arrancadas, que ninguém mais os entende, alguns inteiros, parei de contá-los no 48834689345680459 e é isso ao meu redor esse número de livros me prende. Nado entre eles, o tempo que estou aqui? não sei, não me lembro e pouco importa, sei que eles se movem, suas letras começam a imprimir-se já em meu corpo, não sinto fome, sede, vontade de ir ao banheiro. Sei que estou num quarto e há essa quantidade terrível de livros que ninguém os entende, começo a lê-los e já pulo para outro, outra página, outra palavra, outro enredo, começo a perceber que já me esqueci de meu idioma natural, e falo outro, uma espécie de mistura de todas as letras, falo a língua e as letras que se imprimem em meu corpo. Sei que posso nadar por entre eles, que língua estranha será essa? As frases de um se intercalam com as de outro, as letras sobrepostas uma em cima das outras. Estou nu e todo meu corpo desenhado por letras, as mais diversas dos mais diversos assuntos. Sinto enjôo e busco uma saída, uma porta que dê pra rua, preciso vomitar, preciso de ar. Nado, nado, nado. Nesse caminho encontro as mais diversas brochuras, capas, edições raras, títulos novos, estudos avançados, coisas que não querem dizer nada, que não me esclarecem; preciso apenas de ar, ar. Pronto, consigo. E como já disse, preciso de ar urgentemente. Saio como estive, cheio de palavras impressas no próprio corpo. Na rua, as pessoas me olham de jeito estranho, procurando se afastar. Tento buscar informação, mas elas sinalizam não entender o que falo. O que é isso, me pergunto, estou louco? Continuo caminhando. Ao meu redor pessoas vestidas ordinariamente, cartazes com preços, greves, obras, carros rasgando o sinal, cores, cores, vermelho, verde e amarelo bem derterminados, possuem formas, utilidades. O céu lá em cima abrindo suas pernas para a luz do sol entrar, cruelmente queimando minha retina. Páro sob uma árvore e percebo que a tinta das letras do meu corpo começam a desfigurar-se, derreter, escorrendo, não mais mostrando as palavras do meu novo idioma estranho."



T.F.



sábado, 21 de julho de 2012

garçom



"
- Pois não?

- Tem sangue?.
 "


terça-feira, 17 de julho de 2012

três



"hoje já perdi um quilo e meio de poesia sem inspiração,
pergunto-me ainda: quantas vezes cantar o hino da solidão?
quantos segredos guardar na palma da minha mão?

tu, desnudas poesia, tu, despidas poesia, tu dá pra mim poesia,
dá aquilo da puta,
dá a tristeza descolorida,
dá na mão vida,
dá por si só, morte,
morte, tresquecida!"


T.F.

segunda-feira, 16 de julho de 2012



"Imploro,
esqueça de si, esqueça!
Esqueça suas letras,
esqueça suas ambições,
essa vontade tola de tornar-se vivo, presente,
essa vontade de expulsar o tédio, esqueça,
tu não tem nem classe para isso, tu és humano, tu és divino,
e isso são palavras, PALAVRAS eu grito,
música alguma é ouvida,
surdo tu te tornaste para o mundo,
esqueça de si, esqueça..."


T.F.


"de faca em mãos
preso a sórdido desejo
estive outro.
inimigo do tédio
estive outro,
assassino não consumado,
hesitei!
adiante o alvo: pescoço indefeso
sem resistência o beijei,
não mais a lâmina,
mas a boca,
e os braços agarrados ao corpo amado,
cuja sentença o Amor domina. "


T.F.


"se até morrer
ela faria por mim
por que matá-la?
se até morrer
ela faria por mim,
matá-la sim,
por último desejo meu
que não tem fim,
se até morrer é desejo seu,
vou matá-la
e também matar-me.
pois se até morrer ela faria por mim
encontra-la-ei naquele Fim,
pois se até morrendo, ela morre por mim,
morro por ela, tão triste assim."



T.F.

curioso isso de viver



"O ruído do ponteiro do relógio,
o estalar das gotas de água que caem do chuveiro,
o som cheiroso do farejar de um cão na meia suja,
isso compreende o que vejo,
neste exato momento, também é fácil esquecer de mim mesmo
e imaginar muitas outras coisas acontecendo,
os objetos em movimento são tantos,
aqueles que buscam, que causam, também são tantos,
sei apenas onde estou, minha única certeza:
onde estou...
por preguiça estou...

ah! a noite e tudo o que ela abriga...
amanhã? novo dia... claro, frio, um inverno cheio de ventos,
mas, sempre claro, sim, sempre claro...
tudo tão claro e obscuro num curto espaço de tempo...
difícil explicar!
porém, ora vá! o cão ao meu lado de pêlos brancos e negros
guarda um doce olhar,
que se desvia a qualquer ruído,
curioso!"



T.F.

sábado, 14 de julho de 2012

o moço que não falava russo



"à moça do nome de cantora
que me pareceste russa certa vez,
guardo beijos, abraços, olhares apaixonados
de quem nunca tivera amado antes,
guardo saudade,
noites delirantes,
guardo a boca desmanchada em riso
e um leve desespero triunfante,
guardo em sonhos a viagem,

palavras de um infante."


T.F.

a josé paulo paes



"POR QUÊ? EU ME PERGUNTO... POR QUÊ?
por que TU foste morrer?
tu que aos meus olhos tuas palavras fizeram nascer lágrimas,
tu que em noites de insônia sozinho me abrigaste no peito com histórias,
tu que parecias eterno, que traduziste tão claro o meu próprio sentir,
logo tu que mostraste tão vivo com teus livros,
logo tu foste morrer, antes d'eu te conhecer."


t.f.

historinha



"Júlio César namorava Carina há oito anos. Foi que um dia ao chegar em casa encontrou-a com outro na cama. Desesperou-se. Jamais esperava aquilo da namorada. A fúria foi tanta que esfaqueou os dois."


T.F.

crônica urbana


"Mr. W. estava dirigindo o seu carro pela White River Avenue na altura da Company Rotisserie quando seu carro desviou-se de seu correto percurso atingindo uma criança subindo pela calçada. Ele estava em alto nível de embriaguez, após o atropelamento fugiu sem prestar socorros à vítima. A menina tinha quatro anos de idade, a morte instantânea, Mr. W. naquele dia dormiu tranquilo, desconhecia ainda o tamanho da tragédia. Sete anos se passaram, o julgamento ainda corre, os pais da garota, pobres, a Justiça à espera de ser feita. - "Assassino!" - inflamam alguns. - "Pessoa íntegra, correta, bom homem..." - conhecidos defendem. Indenizações foram pagas à família da vítima nesse meio tempo. O homem, diz-se, está vivo, os olhos acusam a culpa."


T.F.

terça-feira, 10 de julho de 2012

a literatura e o açougue de um interior paulista desconhecido e esquecido

kafta me lembra kafka. não sei porque mas nós temos uma tendência a comparações. peço que por um momento, com muito esforço, tentem esquecer este quase instinto que compara, associa; nada tem a ver com nada. a costela que você come hoje é diferente da que comerá amanhã. as letras do mesmo livro serão diferentes lidas novamente. vamos fazer o favor de esquecer....


chega né.. já se falou demias disso, vamos brincar um pouco.

não me lembro da metade anterior do ditado, mas a segunda metade era assim: "poeta pensa em tudo, eu só penso em voceis, não quero ser poeta..."

vi na parede de um bar há uns 15 minutos atrás. o ditado era acompanhado por outros que diziam coisas sobre deus, sobre solidariedade, sobre saúde e dinheiro, sobre prosperidade, essas coisas. tomei um conhaque. desceu rasgando e me esforcei pra fazer cara de que não sentia nenhum amargor na garganta. o sacrífico foi benévolo, suave bebedeira se apoderou de mim. no caminho de volta pra casa, cruzo com uma mulher, ela olha bem nos meus olhos, olhar de admiração, é comum no decorrer dos dias isso acontecer. tamanha vontade que eu tenho de despi-las, estas mesmas que me observam e armazenam abaixo da cintura um belo par de nádegas...


engraçado a nudez dos animais. me lembro de índios canibais.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

claro como a luz, estranho como o ciclamen de strindberg

CÓCÓCÓRICÓCÓCÓÓÓ!!
a galinhaa!!
É mentira!!
muuuu!! muuu!!
olha o boi! agora é verdade
não, não é...!
ai ai ai, é sim...
chifrado foi. coitado. não acreditou.
o boi chifra. encorneado. aiai! deus!
o adultério! o que fazer?
pecado que constrange muitos homens e mulheres.
cafajestes, putas. ohhh!!! muita novidade se antes já não o fossem...
nega-se. pra que perjurar a putice a canalhice.. já está aí..
ninguém ta entendendo nada, seja claro, objetivo..
é assim ó:
o casal trepa, certo?
certo.
eu disse trepa!!
ok ok...
alguém pode dizer que ao treparem já estão cometendo um ato pecaminoso..
compreende..
então a traição seria um ato duas vezes pecaminoso, o adultério...
mas se o adultério já é feito na luxúria do sexo conjugal, porque torná-lo pior com outrem....
ai esquece, cansei de falar... não é preciso...


cocococo!! a galinha faz có e não sabe... que fala
o boi faz mu e entra na nossa goela sem saber...
e nós sem saber sabemos que não sabemos quando sabemos muito....
ai ai... alguém certamente ja escreveu algo parecido.. mas vale, vale, tudo vale...
não não... isso não é esporte.. valetudo... jamais..
o esporte é algo que é pra preservar a saúde. nisso ai as pessoas se agridem se ensanguentam...
então tá..basta ao tudo vale ou vale tudo...

deixa que eu guardo o segredo..piscada piscada


alooooouuu!! quem é? sou eu... eu quem ? eu... eu quem?... eu... ai, fala quem é esse eu que fala mas num diz quem é..o seu nome quero saber, eu sei que é "você" mas quero saber o seu nome, eu sei que é "eu" assim como eu sou eu, alguem.. mas o nome, o nome!.... eu não tenho nome... ora, como não tem nome?! todos tem um nome, até mesmo uma árvore pode ter um nome, como uma pessoa não teria?. ora, eu sou uma pessoa que não tem nome, podemos dizer que me esqueci do nome que tenho... e alguém além de você sabia do seu nome? ...não sei, acho que ninguém me conhecia antes de você, ou esqueceram de mim e se me vissem, assim como eu, não lembrariam o meu nome... ora, então torna-se impossível identifíca-lo, senhor. já sei vamos dar um nome para você.. não não, quero o meu nome, aquele que tinha e do qual me esqueci... mas senhor, vc não percebe que é impossivel saber?!... sim, mas tentemos lembrar... como senhor? ninguem sabe.. só estamos eu e vc e vc esqueceu o seu nome... mas também, não quero nenhum nome, não é necessário, estamos aqui há horas e sem nome já conversamos o suficiente o bastante para sabermos que não tenho nome, isso já é um grande feito para mim... ora, senhor, assim fica impossivel, creio que você não exista... basta que me dê um nome, basta que fale comigo e eu existirei, se isto lhe traz problemas não é problema meu.... sim, mas meu senhor, e sim eu quero saber o seu nome, porque desconfio que vc esteja escondendo-o de mim.. ora ora, mas agora vc me surpreendeu.....

alo alo alooooo teachersss


um conhaquinho e uma gelada
são benvindos
está frio, monsieur, muito frio,
no bar não falta amigo,
se quiser arruma até briga,
é fácil, não vou com tua a cara e "Pei!"
mas, assim, falando a verdade,
uma garotinha também vai,
mas depois depois,
só na conversa e leva,
dá casório!! oxente...
oi? mundo das ideias? teoria da causas?
impacto da fotografia no século XIX?
fim da arte? fim dos tempos? anos dois mil?
eu tô na puta do brasil.
já disse uma vez: "a vida é um passarinho cantando dentro de uma árvore oca"
vous avez compris? non...
os recantos da ignorância, esses sim...
dediquei-me a esquecer o princípio determinante da ação justa.
uma vez encontrado, para sempre esquecido.
come on dance with me tonight!!
Boècio, o elogio da memória dentro da prisão.
as grades, os livros, sumiram sumiram os livros para sempre...
um dia dormi na biblioteca.
... a bibliotecária. um sonho juvenil.
agora mesmo Jimi toca sua guitarra.
Sócrates tornou-se imortal. A consolação. As luzes do conhecimento.
Depois de cem anos. 42. Os Libertadores da América mostram sua cara.
uaaauuuuu!!! uma festa na terra da Santa Cruz dos índios sertanejos canibais. tupinambás.
tupínamboults. Pauleminski.
é que fogo apaga água pela terra e joga tudo pro ar! 
Empédocles. Aristóteles número 1: falto sôr!
Boécio: gripado...!! Aiai! a filosofia engripando todo mundo...
Quero dizer, eu estudei tendeu, eu li, agora vim e crê, vi.
As respostas para as perguntas são problemas logísticos de academia.
Os muros dela falam, as paredes se movem e as tintas as palavras são tinta.
aiaiaiaiaiai!! um espinho aqui na mão. Jesuiss!!




arthur yelloy big ear

quinta-feira, 5 de julho de 2012

o "Olá!" e sua possível contribuição à linguagem humana



"Existe uma pequena possibilidade de tudo estar errado, uma grande possibilidade de tudo estar certo, pois se assim não o fosse ninguém entenderia um simples "Olá!". Ora, um "Olá!" ou "Bonjour!" são simples, o que há demais nestas expressões? Não me arrisco a tanto e considero ainda um mistério os cumprimentos. Não posso dizer que são simples.Um "Olá!" nunca é solto, digo, nunca é solto desinteressadamente, existem tantos "Olás!" inoportunos, às vezes, indecentes, por que não Interessantes? Daí a grande possibilidade de tudo estar realmete certo pela cabal prova de um "Olá!", ou mesmo tudo tornar-se indecentemente errado pelo simples som de um "Olá!". Digo, um "Olá!" é mais do que sonoro, é também abusadamente táctil, arrepiante. Digo de olhares, as intenções de um sincero e simples "Olá!", marcante, bonjour pela manhã, um "Olá!" e o corpo despe-se singularmente. O lamento sacerdotal: "Quanta lascívia num cumprimento. Absurdo. Aparentemente inocente. Esconderijo de desejos. Ponta de iceberg."


T.F.

segunda-feira, 18 de junho de 2012


"alguém já leu a bíblia hoje? não...
ela continua sendo escrita,
o dicionário do que fazer continua acumulando palavras,
as regras devem ser justas,
os homens perante Deus são iguais,
a bíblia dos deuses continua sendo escrita,
contradições,
dizeres travestidos em diversas formas,
a bíblia hoje da palavra,
escolha a sua bíblia,
"Deus não desistiu de você!"



quarta-feira, 13 de junho de 2012

dedicação é o comportamento certo. numa sociedade em que indivíduos dedicados, comprometidos, responsáveis e organizados unidos se unem para servir a um bem comum que todos desejam implicitamente, isto é, ausentes de preguiça, quero dizer que esta sociedade funcionará perfeitamente, alcançando suas metas estipuladas claramente.
até o que não é bosta é merda. isso é merda, aquilo é merda. tudo é merda e nada é bosta. então, fato é que nada cheira bem e tudo só faz sentido quando nada cheira bem.

sábado, 9 de junho de 2012

provocação



"Alguns estudantes sofrem de paralizzzzzziiia intelectual."

terça-feira, 5 de junho de 2012


"Não existe pessoa que tenha lido a obra inteira do Pessoa."

domingo, 3 de junho de 2012

consideração a respeito da escrita



"Há diferenças que são claras em prosa e poesia, você percebe isso quando acredita ter escrito um poema, mas que na verdade, ao lê-lo, tempos depois, torna-se uma pequena prosa, que poderia muito bem fazer parte de uma prosa maior ainda, uma narrativa, uma cena descrita num capítulo de livro. Essas pequenas nuances e particularidades, acredito eu, fazem parte da construção formativa de um escritor, que acaba no fim das contas, confundindo e até mesmo deixando de lado essas diferenças que se fazem ver entre prosa e poesia. Para um leitor atento, um pequeno verso pode servir de porta e base para um caminho que ele fará por si mesmo após aquela leitura, ele conseguirá imaginar perfeitamente o que se passava na cabeça do autor e poderá configurar com precisão o desenlace e o redor que aquele verso abrangia logo que escrito. Assim, uma grande obra, não se encerra nela mesma, não pode se encerrar, ela sim é apenas uma parte de uma vasta sensibilidade que precisou de muitas dúvidas até chegar ao término do projeto acabado. O grande autor é incansável e absoluto, no seu tempo tudo é consumido, tudo deve passar pelo seu ser sensitivo, ele não deixa passar nada, ele ao mesmo tempo faz um recorte e também não o faz, porque não muda as coisas, mas associa as coisas, cria uma espécie de lógica própria para os objetos ao seu redor, pode combinar cores, palavras, fatos; e o que faz todo este conjunto, toda esta matéria-prima bruta e mundana comungarem entre si é a capacidade do autor de não se desprender, é a capacidade de mergulhar no espaço e no tempo como se mergulhasse num lago e movesse toda a sua água mudando a configuração das ondas, é assim que se coloca no mundo o grande autor, ele é capaz de tocar a realidade, tocá-la para si e daquele instante regozijar-se em ter criado um sistema próprio, um conjunto onde tudo está interligado, com a consciência, modesta consciência, de que na verdade o que fala é uma criação, fictícia, e sua angústia é saber e ter certeza de quão frágil é aquilo que o sustenta."



T.F.

domingo, 27 de maio de 2012

outono, a tarde, próximo ao inverno



"Fez-se então um silêncio,
os olhos fecharam-se,
a boca singela, um leve sorriso,
a cabeça adormecida sobre o peito, próxima ao ombro,
o braço esquerdo estendia-se até o outro lado,
deixando cair a mão, cobrindo o abdômen, próximo ao umbigo,
o braço, o outro
colocava-se para trás, fazendo-se de travesseiro para a nuca que sustentava uma cabeça com olhos para cima,
pensativa,
o corpo ao lado nu, sonolento
guardava uma leve lembrança de eternidade,
olhava aqueles olhos fechados, de relance,
têve certeza da eternidade,
sim, no teto, facilmente percebia uma grande orquestra de anjos,
seus braços movendo-se pareciam como o de um maestro,
os corpos estavam nus,
e logo em breve mesclados. "


EL.T.



terça-feira, 22 de maio de 2012

cascavelletes baby satanas

http://www.youtube.com/watch?v=PAYQq491ZB0

 Acontece que um dia, depois de abandonado, uma carta escrevi, mandei por correio, quatro páginas dizendo todos os detalhes do que sentia, todas as casualidades dos acontecimentos, todas as esperanças de encontrá-la; lembro que quando escrita lágrimas não deixaram de percorrer pelo meu rosto até caírem e mancharem o papel da carta. Foi que nos encontramos e quis ver a carta, ela não achava, na verdade eu tive a impressão de que aquela carta era o símbolo maior de que eu era um completo idiota e por sorte me livrei daquele sonho infantil de amor de minha vida; ela foi embora da cidade e quase nada de lembrança guardo dela, a não ser quando comento do seu nome para um amigo que tínhamos em comum que poucas vezes vejo
A coisas agora tornaram-se mais simples e menos imbecis, isto é verdade. Há coisas mais importantes a possuir do que alguém.


"A morte sedenta me espera,
e eu jamais me esqueço disso,
espero vencê-la, dominá-la,
fazer as pazes com o Diabo, jogar cartas e fumar sobre seu trono,
Os risos poderão ser ouvidos do horizonte,
Eu pegarei pelos pescoços os néscios e levantarei a uma boa altura,
Sim, as coisas belas não tem um fundamento justo,
É preciso a dor, o sofrimeto, a humilhação,
A vida será considerada dádiva para o medíocre,
Ele terá o direito de ajoelhar-se,
Senão a morte!
Sim, pois há uma espécie de especialidades,
Há uma espécie de hierarquia de tipos,
Serão inimigos, os padres, os crentes do tédio,
os que acreditam unicamente no Bem!
Por gentileza, por favor e blá blá blá...
Não suportam o silêncio,
Que gritem então por explosão, por mais energia,
Mas nos livrem de ouvir suas lamentações ordinárias, diárias demais,
Há fogo, há terra, há água, ar,
Ora, façam silêncio!
Que nos deixem, que vão para o céu ocupar o seu espaço,
Estão perdoados, já podem morrer,
Conseguiram o direito da aposentadoria com TV nova,
Para o céu, para o Céu.
Eu? Aqui. De mãos prontas para o sufoco.
É lícito ignorar as estatísticas,
Não se deve guiar por números, ou nomes,
Deve haver alguma forma de escapar disso,
Eu não posso ser cidadão, morro de fome,
Poderia melhor desempenhar o papel de animal,
Mas há problema aí também: há memória,
E não se deve gostar de algumas lembranças,
É lícito esquecer, quando se vê que o passado é muito mais distante e obscuro do que parece,
Cumpre o seu papel então a imaginção,
Curiosidade deve ser preservada,
Afinal de contas, como são belas algumas árvores,
E nem sequer sabemos o seu nome,.
Há vontades também e desejos, que a todo momento são ignorados,
As coisas que passam pela cabeça:
Assassinato, tortura, atentados contra o patrimônio alheio,
E olhar a bunda daquela gostosa que passa a sua frente sem poder ao menos apertá-la,
Arrancar a sua roupa e fudê-la em qualqeur canto,
Ora, o que há de culpa nisso?
Sim, pois é difícil aceitar,
Por isso as igrejas, redimam-se de seus pecados, os justos.
Eu amei, eu quis casar,
Fui enganado pela idéia, mas esclarecido pela vontade,
Eu mesmo preparei o abandono, aos poucos, sem querer, mas era preciso,
Se há algo de verdade nisso, não importa,
Eu sei que nada de mais verdadeiro perdi quando virei náufrago,
Perdido no mar, encontrei diferentes sais,
Os pulmões aguentaram o sufoco, passei por tempestades,
Tinha sede pelas aventuras profundas e repentinas,
Era pego de surpresa, engolido por baleias,
Onde dentro de seu estômago, diversões,
Idiomas estranhos e novos,
Histórias dos tempos passados,
Aventureiros corajosos, hoje serenos,
Sobreviventes e sábios,
O valor da solidão...
Acúmulo de energia para o desconhecido!"

Meu sufoco é absurdo, algo que explode incessantemente dentro de mim e que me domina, me faz deitar e ter vontades e impulsos e ódios. Olho as cabeças humanas enfileiradas dentro de qualquer lugar, cinquenta pares de mãos para juntá-las e afogá-las de uma vez, fazê-las explodir, para com isso obter a prova de que existem mesmo. Não, faço o favor de enterrá-las, estão mortas, passam pela vida sem conhecer os pulmões, sem ofegar, o trabalho é orgulhoso. O peso que sinto pela falta de lugares, pela falta de ouvidos e bocas compatriotas. E queria saber aonde estão vocês? Onde procurar? Caço! As bestas estão soltas! Os tolos! Os estranhos, os animas; todos tornaram-se comportados mesmo, felizes? Quero ouvir gritos! Gostaria de explodir, enterrar cabeças na areia. Estúpidos! É que me cansa as promessas eternas, os dias da semana, a esperança alegre de um final feliz depois do sacrifício Estou cansado. As satisfações baratas já estão muito conhecidas, entediam. Há algo ainda que seja desconhecido? Sim, há. O assassinato, ou a morte em vida; existe uma falta de coragem enorme para se despir do que se prende. Existe uma falta de coragem enorme para romper com a estupidez. Existe medo dos gritos, existe medo das revoltas sinceras. E eu me calo! Eu não quero que me ouçam, por isso me calo. É óbvio demais para ser dito!

dos meus poemas



"Eu não gosto deles,
Não sinto segurança alguma perto deles,
Não os entendo,
Parecem sem ritmo, sem graça,
Eu não gosto deles,
Eles são ruins,
Eles não prestam,
Eu não gosto deles,
Eu gosto apenas de deitar no sofá,
Esquecer de tudo e dormir,
Eu não gosto deles,
Dos outros eu gosto,
Com qualquer elogio favorável eu passaria a gostar?
Não, continuaria não gostando deles,
Mas no meu caminho aparecerão de novo,
E talvez se mostrem com outra cara,
Por ora, não gosto deles."

domingo, 13 de maio de 2012

mentira


"Em todo showzinho de rock ela ia, se enrabichava sempre com algum músico da banda, colecionava, mas eles iam sempre embora, não ficava triste com isso porque sabia que no próximo fim de semana viria outra banda com outros músicos. Um dia foi que conheceu um rapazinho no terminal de ônibus simpático e gentil, conversaram e convesaram, até que num momento ela perguntou se ele não tocava nenhum instrumento... O rapaz mentiu, dizendo que sim... Ela se apaixonou então por ele... O rapaz sumiu e ela nunca mais foi aos showzinhos de rock..!"


T.F.

caso de família



"O homem com um amigo na frente do escritório às 3 da tarde, passa uma mocinha com roupa de verão, faz um olhar para o amigo e diz:

-Mas tem mulher gostosa no mundo, pelamordeDeus!

O amigo sorri.

A noite em casa, o homem na sala assistindo TV junto com a esposa, a filha sai do quarto toda arrumada, o pai pergunta:

- Onde vai minha filha?
- Sair com as amigas.

Ela sai, ele fecha os olhos e a esposa algum tempo depois o chama pra dormir na cama."


T.F.

o universo é cíclico


"um açougueiro comprou uma máquina nova de fazer linguiça, mas era de segunda mão, e ele fazia linguiça, enchia linguiça, e enchia a tripa e limpava a tripa, e vendia a linguiça pronta e crua que ia ser assada ou frita e depois comida por alguma boca adulta feminina ou masculina ou de criança. e o trabalho que ele têve? converteu-se em dinheiro que ele usa pra pagar o aluguel,  pra pagar o imposto, pra pagar os funcionários do Estado que trabalham em prol dos cidadãos, dos jovens estudantes, que aprendem a encher linguiça desde novos."


T.F.




futebol, um pecado



"Sábado.


O marido com a bunda assentada confortavelmente no sofá da sala e os pés descansando sobre a banqueta, na TV o jogo. Ele grita:

- Mulher, traz mais uma gelada pra mim...!

Ela pára de limpar o chão do banheiro, vai à cozinha, abre a geladeira, pega a gelada e leva para o homem:

Com olhar terno e com um beijinho:
- Aqui, meu Bem!

- Gooolll!! Goooll!..... Obrigado amorzinho.

Ela o lembra:
- Amanhã vamos a missa, ok, não se esqueça...!

No outro dia eles acordam, tomam café e vão a igreja."



T.F.

ciúme


"O marido chega um pouco embriagado em casa perto das onze da noite, a esposa encontra-se na cozinha com um rapaz, suposto amigo, o marido pergunta:

- Tá comendo ela?

O rapaz meio encabulado responde:
- Nnnão..!

O marido então dirigi-se para o quarto deita-se na cama e dorme."


T.F.



octogésima quarta parte do livro "Moeda Real"


 "foi preciso garantir uma espécie de segurança,
foi preciso garantir direitos registrados em lei.
às 18 horas e 55 minutos do dia 13 de maio de 2012 nasceu uma criança de uma mãe chamada Irene de Souza Pinto e de pai desconheido, o nome da criança, Augusto de Souza Pinto, fictício aqui, mas que nasceu em outro dia, foi escolhido pela mãe, a certidão de nascimento redigida no outro dia, no cartório localizado na Rua Inglês de Souza no centro de Rimália, a criança têve o peso medido em 1, 800 Kg, de cor de pele clara, moradora agora civilmente na rua Kaio de Abreu, no Jardim dos Taquiras, antes biológica só dentro da barriga, mas com expectivas verbais pronunciadas pelos lábios da mãe com irmãs da mãe pelos lados gritanto horrores pelo acontecimento do nascer do filho, irresponsabilidade gratuita, a mãe contente, primeiro filho, possíveis pais, talvez 3 ou 4, que ela não menciona o nome, agora com dinheiro auxílio para o tratamento da criança e manutenção da casa, a Farmácia Popular do Brasil localizada na Rua Joaquim de Paes Moreira distribuidora de remédios com preço popular para os populares populachos do Brasil que moram longe mesmo dos locais de acesso necessários a suas vidas, mas o passeio de ônibus que dura quase sempre um pouco mais de uma hora faz agrado aos sujeitos utilizadores destes meios de veículos transportados capazes de grande quantidade de pessoas com o nome popular de busão ou ônibus que também é popular, ou carro para os motoristas profissionais destes veículos, atentos ficamos com o horário de partir destes mesmos autoingestores de combustível quando se trata de algum compromisso sério..."



atençao, este livro não registrado em nada sério ou formal, é escrito imediatamente através deste veículo de comunicação sem pretensões civis de divulgação em grande massa ainda, portanto qualquer aquele que estiver a fim de copiar e colar em outro lugar estará contrubuindo talvez por prejuízo a obra ainda em criação.





poema das horas



"olá Homero, olá Hesíodo,
olá seres mitológicos, divindades raras e obscuras!
confesso que o asfalto, o barulho e o cheiro podre de nossos tempos vem me agradando,
permito-me ser podre também, mas um pobre escondido,
pichar muros a partir de 1998 tornou-se crime,
olhe pro lado pra ver se ninguém vem te prender,
e digo, fora isso, comporte-se onde você estiver,
pois estão de olho em você, em tudo que você faz,
impressionantes os seus feitos,
no quinto dia útil o salário e tudo fica bem.
não se esqueça de zelar pelos pobres,
o resultado: sono tranquilo.
amanhã é segunda,
mas e hoje, e hoje?
hoje fica pra depois, porque amanhã é segunda."


Patávalo

bandeira nacional



"MERDA E PROGRESSO"

sábado, 12 de maio de 2012

casvalletes - lobo da estepe

http://www.youtube.com/watch?v=JwTNVCTMHVI&feature=related

viagem



"saiba que o Paraíso do poeta se encontra em altura bastante extensa
e quando o poeta cai desta altura leva dias, meses e anos até chegar ao chão,
lá encontra o Diabo, mergulhado nas profundezas terrestres,
o poeta tem o aspecto de um dragão
e chora ao ver sua face desfigurada,
sente-se pesado, o poeta,
pois é rápida demais a queda,
a distância entre Céu e Inferno é longa,
sabe que jamais terá forças pra cultivar de novo aquela bela felicidade do Paraíso,
julga tola a sua estadia lá.
promete então se tornar senhor de si mesmo,
cospe na cara de Deus e faz Satã feliz,
mas Satã não percebe que é apenas um truque,
e numa noite no inferno, o poeta com golpe mortal perfura o coração de Satã,
solta risos e gargalhadas depois, em altíssimo volume,
o Inferno se torna uma grande festa,
o poeta cria asas, uma negra como as do morcego,
a outra cultivada em penas brancas,
passa a voar pelas alturas, sem desejar o céu,
sua face demonstra quase que um cinismo,
em busca de palavras e ouvidos."



T.F.




http://www.youtube.com/watch?v=4ROH-9d7_Qw

problema moral



-você já tomou um café melhor que o meu?
-sim, o meu.
-então levanta cedo e faz você então, já que é melhor.
-não, eu gosto de coisa ruim.

música


arrumar algum jeito pra não dizer o óbvio.

bocejo


como se livrar do sentimentalismo,
do rançomantismo?
daquilo que é desesperador sem ao menos se dar conta.
àquele que quer ser poeta hoje,
veja na poesia um último recanto apenas,
poema sem dor, poema sem lamento,
não é poema,
é crença, é ilusão absurda daquilo que já se perdeu e se mostrará perdido claramente,
é poema sem pimenta, é poema sem bomba ou dinamite.

poema perdido


a respeito do belo e do feio,
dizem, disseram, admiram
o que é?
dois jovens apaixonados um pelo outro se mataram frente a frente,
ficaram eternos,
no cemitério agora os cérebros apodrecem,
e eu não sei se isso é belo.
através de dramas e remorsos
ninguém deve recusar os pedidos do poeta.


estou com fome,
 há uma nota de cinco e outra de dois na minha frente,
não há um bar na esquina da minha rua,
muuu! fazia a vaquinha escrita naquele livro lá,
quem sabe? quem sabe?
estou com fome!
duas latas de cerveja vazias,
sem cueca estou,
as camisinhas que encontrei estavam podres e joguei fora.
afinal, o mundo não está tão bagunçado assim,
ainda se produzem teorias,
econômicas, dados estatísticos,
os negros reclamam por justiça,
os índios recuperam terras na Bahia,
e eu não pago o aluguel de casa.
há certamente nesse instante alguém lavando louças,
alguém guardando pratos,
e mais outro alguém esperando a ressaca passar.
a Primeira Guerra Mundial aconteceu entre 1914 e 1918,
eu sei disso,
e a Segunda 21 anos depois,
Fernando Pessoa nasceu em 13 de junho de 1888,
eu 101 anos mais tarde,  o que diz a certidão.
o nome do meu violão é John Atan,
estudo o Eterno Retorno,
tenho um braço maior que o outro,
gosto do samba de N. Rosa,
e a música de massa me incomoda.
A rima foi involuntária,
filósofos querem ser presidentes,
a educação está uma bosta,
e os barulhos de janela batidas pelo vizinho me irritam.
Existem redes sociais na internet,
conheço histórias de casais que se conheceram assim.
Me pergunto se os acadêmicos acreditam mesmo em suas teses.
E por que há tantos modos de falar?
Nas idas e vindas de ônibus eu percebo,
e é tudo errado eu diria.
Como? Como?
Termino o fim desse poema sem saber nada sobre o belo.

"Abuso literário!"


T.F.

terça-feira, 1 de maio de 2012

entre as trincheiras



"Eu não sou branco
E a cor da minha pele não é negra,
Também não sou cristão, mas tenho um corpo,
Sinto preguiça de trabalhar e o barulho dos automóveis às vezes me incomoda,
Minha bandeira não tem haste, nunca pôde ser erguida,
É que ao olhar para cima não percebia as bandeiras,
Via as nuvens e me perguntava formando figuras,
O que eram aquilo?
E as aulas de ciências não me responderam.
Aprendi a falar com meus pais,
Alimentavam-me também,
Hoje quase mendigo e bebo,
Amo as mulheres,
Algumas em particular que fique claro
E também gosto de tomar café com cigarro,
Enquanto isso, lá atrás, Platão dividiu o mundo em dois,
E alguns gostaram disso,
E eu que não entendo, sou obrigado a entender a coisidade da coisa.
Acusam-me de louco e indolente"


T.F.

novos chineses



"Chega de lamentar a poesia perdida,
Os homens sempre foram o que são só pra lhe informar,
Paz nunca houve e ai daquele que não juntar à sua fronte espessas tábuas de armadura,
O mundo nos ataca de todos os lados, e tu, tu não é outra coisa senão parte deste mundo,
Chega de adiar o momento da entrega, existe um pelotão a tua espera,
A batalha já começou, e não adianta mais aproveitar uma riqueza que não existe,
Chega de disfarçar, chega de procrastinar,
A hora é agora, ajude no que puder, salve quem puder,
Alinhe suas armas, vista seu uniforme,
O mundo está aí e nossa nação precisa de você,
Montemos uma nova China,
Nosso lema: Rigor e Disciplina!
Avante! Avante!"


Patávalo

o músico e sua gaita


"Aviso:
Tu poeta, nem mesmo tu estás salvo daquilo que tanto desprezas,
Talvez tua dor seja esta:
Saber e não poder, 
Não poder realizar suas loucuras, saber limitado.
Não ter coragem pra atravessar de vez, olhando distante.
Mas o que é isto que enxergas e diz ser tão belo?
O que é isto que lhe chama tanta a atenção e te consome permanentemente?
O que é isto que faz os homens te chamarem de louco?
És também homem, poeta? Pergunto...
Talvez sim,
E os homens talvez sejam estranhos agora,
Qualquer outra coisa que não homens,
E aqueles que lamentam, poetas, 
Àqueles que lamentam... Desejo sorte!"



"Não, não sei mais nada, esqueçam as palavras acima...
Sou ébrio e muito muito preguiçoso!"


T.F.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Werther ressuscitado, vingando o seu sofrimento


"estranho riso escabrinha-se em meu leito,
as escuridões preenchidas de ímpeto voraz
amofadas foram junto com a velharia selvagem de meus instintos e abismos
com brilhosa faca em mãos de lâminas sedentas incorporando desejos, vontades.
as vítimas desconhecidas do possível destino
assobiam como se no céu estivessem,
ao lado o perigo,
ímpetos, suicídios diários,
o assassino pelas ruas escuras caminha solitário,
roendo a própria calda como um ágil rato,
em busca daquela natureza que tanto o satisfez
mas que o traiu,
que lhe tirou das mãos agrados inocentes.
sua morte (morte da natureza), destruição e nada mais ele deseja."


Patávalo

terça-feira, 24 de abril de 2012

Bobo


Eu não sei o que fazer,
eu não sei o que escrever,
quando a bela garota ao meu lado chama por poesia,
eu só penso em abraçá-la,
em beijá-la sem nada dizer.
Não, eu não sei o que é amor,
nunca soube,
nunca saberei,
longe de definições, apenas ouço o seu leve sopro costante.
e os sorrisos parecem flores.
E o abraço que guardo, ah! O abraço que guardo.
Sim, pois guardo sempre um abraço para Ela.
Penso em meu espanto,
o coração que já não é mais meu,
dispara e dispara,
rajadas e rajadas,
os ventos também sopram dentro de nós,
e nunca dizem nada,
nada.
Sopram e vivem!

domingo, 22 de abril de 2012

ANIMAL URBANO

Tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédiotédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio t´pediop tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio..... bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla a bla bla bla blab bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla blça bla bla bla bla BLA BLÇA BL BLA BLA BLA BLB BLA BLA BLA BLA BLAF BLA BLA BLBVS BLA BLA BLBA BLÇA BLV BALB BLA BLA BLA BLS BLÇBLBA BLTA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLOA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA LBA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA.. BLAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
BOSTA BOSTYA BOPSTA.. BARULHOS DE TECLADOS DISTANTES E ANDA MAIS.. EU TE AMOS EU TEAMOS... E NADA MAIS.. CHEGA CHEGA CHEGA.. E ISOS SÃO PALAVRAS APENAS APEANS PALAVRAS CHEGA CHEGA... BASTA BLABLABLABLABLA.. SEM ESPAÇO NENHUM SEM TEMPO NEHU .. TEDIO E MAIS TEDIOS... BLA BLASSSSSSSS BLASSSS... ....


VOCÊ NÃO SENTE TÉDIO TAMBÉM? VOCÊ? VOCÊ? NÃO SENTE VONTADE DE FALAR COMIGO SEM, COMBINAR? LGIAR DO NADA..HEIN HEIN..ME DIGA... SINTA TÉDIO TAMBÉM... JUNTE O SEU T´PEDIO AO MEU.. O SEU SIL}ÊNCIO AO MEU... VOCÊ VOCÊ VOCÊ QUE SE REVOLTA TAMBÉM.. E NÃO TEM SACO PRA CORRIGIR ESSES ERRROS ELEMENTARES DE TECLADO.. PQ TAMBÉM NÃO ESTÁ NEM AÍO ..TANTO QUANTO EU....

terça-feira, 17 de abril de 2012

criminoso

o problema é ser sujo
e é difícil conviver com alguém sujo!
tem que saber perdoar, e ninguém perdoa no fim das contas,
se não ama de verdade.
os meus crimes são feitos então como provocação,
só pra ver até onde o outro aguenta,
e depois eu rio e rio,
mas na hora do crime é como se tudo tivesse sido sério mesmo, de verdade,
e depois passa e eu rio e rio e vejo quem são amigos,
e os infelizes, ah! os infelizes que tentei converter ficam pra trás,
e sinto apenas pena, apenas pena,
pois em meus sonhos os crimes são muito piores.


T.F.

o amor? deixe que eu invento...

Sim, pois quero que me invejem,
Consegui retirar das costas o peso do mundo,
Rastejo, mas rastejo como se voasse,
Fiz do tempo fatos, que com sorrisos consegui pintar,
Aprenda esta lição, aprenda,
Que remorsos, que lembranças a pena vale?
A pena de escrever, um abraço poetinha,
Um abraço, poetinha,
Pois seu desejo é de espírito e não concreto.
E o único lamento que sorri:
AH! se todos fossem poetas...!
Mas são capazes de no máximo serem infelizes...
E logo ela, logo Ela, ser tão infeliz!


T.F.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

crônica amadora

O silêncio guarda segredos próximos a nós como a pessoa ao lado, principalmente quando se trata de uma belladonna moça agradável de se olhar. A timidez nos impede de iniciar qualquer conversa; o medo de decepcionar ou decepcionar-se, arrepender-se. Resta neste caso então a escrita. Nada como um papel e uma caneta nestes momentos cruciais. Faz-se até charme assim. E ela pensa: olha, ele escreve. Chama a atenção dela discretamente o escrever. Suscita a curiosidade. Olho o relógio, 15 minutos ainda para o ônibus partir. Sei que ela tem namorado. Talvez por isso minha timidez. Mas é tão bonita; belos seios, boa estatura, pés pequenos e delicados. Estou faminto e sem grana. Ontem fôra páscoa. Ela mexe no celular. Talvez mandando alguma mensagem para o seu Bem. Neste mesmo instante outra garota se aproxima e se aconchega a dois lugares distante do meu. É bonita também; mexe no cabelo e veste roupa de ginástica. É mexer ou mecher? Pergunto-me e respondo em seguida pensarosamente: mexer, sim, com X. Pergunto-me ainda se não há outros nomes que não sejam Xuxa ou Xenofonte que também comecem por X. E me lembro: Xerxes, o grande imperador persa derrotado pelos guerreiros espartanos.
Presidente Prudente. Boa viagem. Leio num ônibus que estaciona e um mosquito de bunda de cachorro tenta pousar em minha mão a escrever. Um pequeno ponto feito a caneta num dos dedos da mão esquerda faz-me confundir com o mosquito intransigente. A garota com roupas de ginástica já saiu do meu lado, a outra também; foi enfrentar a fila para tomar o mesmo ônibus que o meu. Azar se eu não conseguir pegar lugar em qualquer assento, mesmo que seja no fundo que balança muito. Fim do ônibus, fim absurdo, trêmulo e barulhento. Isso que dá ficar escrevendo e não viver.



T.F.

quinta-feira, 29 de março de 2012

o coisa tá assim

Devo tudo a você Internet, minha deusa, minha musa, minha eterna divina!! obrigado, obrigado, preces mil a você!

sexta-feira, 23 de março de 2012

e o que fazer com os cadáveres?

não, não, isso não pdoe ser dito senhor. é imoral!

carta suicida de um desamado

caríssimos alegres povo brasileiro feito de gentes,
gentes boas, simpáticas e agradáveis,
tenho um aviso: "Suas crianças transformaram-se em carniças".
Uma pena, mas digo por consolo que foi apenas um trato que a linguagem fez com o mundo,
Nada mais sério quando na boca deste mesmo povo vê-se que matar é a solução.
Pois bem, trabalharei para no final comprar uma arma e me juntar a tribo estatística dos mais uns.
Parabèns meu povo, minha burguesia linda, meu povo pobre ignorante, governantes que a luz de velas discutem seus assuntos. A vocês meus parabéns tranquilos!
Falar que vos odeio?
Jamais, jamais!

o feio estranho fora das capitais

sim meio torto orgulhoso soberbo
dou-me ao orgulho de ser chamado poeta ao lado de muitos.
mas sou sujo, como pode?
sem rima, sem estrofe,
um ploft! de tropeço me faz cair na bagunça do meu quarto,
barato, bastante indigno,
não ergo queixo pra cima,
não sou paulistano, não sou de capital nenhuma, não sei falar direito,
meu sotaque é estranho e minha voz vergonhosa,
onde nasci ainda existem os bairros caipiras,
a simplicidade e ignorância do campo,
ai ai! bons tempos que não vivi,
mas meus avós sim,
meu pai e minha mãe,
sim, ignoro-te aglomerado de população enorme que me irrita de longe,
seu orgulho, seus lugares, urbanidades européias e culturais demais,
miséria, miséria!


T.F.

quinta-feira, 22 de março de 2012

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terça-feira, 20 de março de 2012

eu tenho certeza obras-primas de muitos loucos foram enterrradas e mortas come eles sem ninguém saber. pois eles estavam rodeados daqueles que nós repugnamos mas suportamos, os sem classificação ainda definida.

o mundo como vontade e representação. hahahha.. mentira!! observando, pra não dizer que não falei..

"você é só isso? ou paree ser só isso?"

um gole

"E mais um gole de cerveja foi derramado na goela,
Pra não dizer que foi clichê, digo apenas que foi solidão
Aquilo que me inspira sempre.
Olhar a beleza distante
Suspirando embriagado pelos cantos de meus silêncios,
Atordoado e disfarçado pelo volume alto da música que apraz,
Vivo, leio o que já escrevi nos séculos passados,
Caros amigos, caros amigos, caros eus iguais a mim!"


T.F.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Política e Metafísica

O Corinthians pode até ser democrático,
mas o Palmeiras, meu amigo,

O Palmeiras!

Este sim é Divino!


T.F.

sábado, 10 de março de 2012

Salve-nos das nostalgias!

sexta-feira, 9 de março de 2012

pronome pessoal

dá teu corpo,
e dou-lhe minha cabeça.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

eu tinha um cachorro que se chamava escroto. ele não sabia do que falava.

o diabo é o pai do rock. arthur e friedrich azar o deles que não viram os gritos de revolta musicai do XX

O DIABO É O PAI DO RCK


"Beijo a boca do ódio
bifurcada em
céu e inferno.

Alimento a ira
de uma guerra
em meu sangue terreno.

Faço vida
Faço ídolos
beijarem o sarcasmo.

Ritual
de agonia
que acaba um dia."



Gaito Trufado

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

notas de um viciado em qualquer coisa acerca de um mausoléu de enxofre e carbono falantes e vulcânicos como humanos

Scott henderson blues


Mark ford


Lonnie mack


Stopping me cold


Hadji Murat Tolstoi


Sexo e caráter Weininger, Wittgenstein








A não antecipação dos fatos.





Piadas imorais acerca de uma nobre virtude A PREGUIÇA, : "- Você vai comê-la?" "-Se não der muito trabalho...".. Imbecil my name is...





A qualidade de Especial é igual a de classe A?





Ouviu-se: "- Deu o cu pra não gastar a buceta".





Ninguém sabe onde começa ninguém sabe onde termina.





"-Vou rapidinho ao banheiro e já volto, ta?


-Sim, eu espero...!


Espero que volte...".





(Duplo significado do verbo.)





PAU! POW! PAU POW! NA CARAAA!!





Ignorem-me. Não olhem para mim. Ninguém, ninguém. Eu gosto de felinos, eu não existo. Ultima palavra. Penultimo pensamento.





Neurastenia: atribuição de metáforas absurdas a propria realidade?





Deslocamento dos sentidos factuais linguisticos de planos espaço-temporais distintos um para outro.





Um menininho foi ao Oftalmologista. Ele perguntou que letra era aquela, o menininho respondeu acertantdo porque já havia visto antes mais próximo, utilizando a memória no caso e não porque enxergava de verdade.





Será mesmo que os pós-modernos não sabiam? Onde há fumaça há fogo hein...





Quatro lugares, 1 e 4, 2 e 3. Lugares opostos. Lugares proximos.





Coração em disparada novamente - o poeta louco - como cavalos galopando ao seu destino incerto, altamente incerto detalhe, sossego e paz querendo apenas. Pastar por verdes campos sentindo o leve sopro dos ventos ultrapassar pelas narinas e orelhas, movendo pêlos e folhas em suave queda. Observar arvores e seu repouso. Chega, ólico demais!!


Cague agora ou cague-se para sempre.




Achei que era um pedaço de lixo - o formato do lixo - , mas na verdade era um gato de verdade.




Repara! Onde? No ..., ele não tem a cabeça muito grande.""


"Como é palhaço, mano! Às vezes acho que ri de mim na cara dura..."


Ponte preta, vc queria que os "prego" fosse o que?


A vida é um passarinho cantando dentro de uma árvore oca."


Cala a boca seu surdo do caralho."" Comprometido intelectualmente. Olha o perigo, vai ser pego se alguém ver, a censura, a censura...


"Levar uma dura!". Ambiguidade?


Deita aqui, mano, eu não tenho as pernas daqui pra baixo.""


Humornia! Humor e ironia..!!


Barulho de bala. Na boca. Morte doce!""


Exemplo de grande merda musical apenas em tentativa, frase: "se você quer mudar não adianta pedir" cantado no mesmo ritmo daquela famosa do Pink Floyd uqe ja virou clichê, asm muito boa, Another brick in the wall.."


"Por que tudo tanto fala? O quê tudo tanto fala?""


Brincadeiras de mau gosto.: Como classificá-las?""
Má fé, má fé.


"Servir de exemplo": questão a ser analisada..




Muita água saindo da mangueira. Chão aguado, liso e molhado. Únicas possibilidades de classificação para um chão aguadolisomolhado? Não, pode ser também verde e quadriculado, mas jamis seco etc. simultaneamente, entenderam?""


Crente do rabo quente.''' Brincadeira de mau gosto nesse caso?


JOGO DE SINUCA, fala: "Mexeu minha bola, cai três." Sinuqueiros ou cosia parecida, em que situação a frase acontece?


JOGO DE SINUCA, fala: "Ooohhh!! Quase buchudo, eu coloquei só uma!" - falando para o adversario." Essa é difícil.


A meia noite.


Impressão de observação a impressões físicas indecentes.


Os ricos fumam para disfarçar o seu fedor."" Exemplo do dito acima?


O mantenedor.


Se todos fossem brandos?""


Balem bem ou balem mal, mas não balem em mim.


Os melhores são furtados. ASSALTO! ASSALTO! Cinquenta centavos pra mijar.... uma latinah de coca pra fumar.. crack crack crack..


Acho que o problema é a tomada da corpa*, porca.


filme: Te doy mis ojos. esse filme realmente existe.


Encaixar personagens às falas.


Se nóis não tivesse feito a burrice que cê feiz!


Camiseta vista num bar com as seguintes palavras: liberté, fraternité, sexualité.


Silvio Luis: "Olha eu não sei se tô me adiantando muito hein, mas pelo cheiro da mortadela a viúva já pediu o sanduíche.


Você e nada é a mema bosta!
Oieee! Babacass!! Vão toma no cu!


Desert.


Isso não fui eu que fiz.


Na rodoviária, placa: pedestre preserve a vida não transite pelo pátio de manobras.


Feio eu sou. Sujeitinho sem nenhum charme, desajeitado, tronxo, torto, um olho maior que o outro, cara assimétrica. Voz mole, fraca, é homem mas não parece ser, poderiam falar que é viado, ams nem pra isso leva jeito. É tronxo, mais parecido com peixe morto o seu olhar, os olhos são até bonitos, mas dentro do conjunto da obra essa beleza simplesmente desaparece, são os olhos certos para a pessoa errada. É absolutamente confuso, transparece certa inteligência, o que esconde um imenso vazio disforme acultural dentro de si, incapaz de disfarçar, de fingir, de esconder sua mediocridade espiritual, sua auto-estima baixissima, ele deixa transparecer em cada parte de sua figura esta justa disposição de características deploráveis, decepcionantes e frustrantes. Sente inveja de qualquer um a seu redor, porque guarda consigo uma certeza de que qualquer um deles é mais belo e absolutamente mais digno de respeito. E para aqueles que ainda não o julgam assim é porque ainda não foram sagazes o bastante para decifrar suas horrendas esquisitices e repugnantes defeitos físicos, tão caros a ele, pela certeza e consciência que têm dos mesmos, presentes constantemente em seu espírito irrequieto, infeliz e sufocado.




Sobreviveu a várias tentativas de suicídio e homicídio. Queimadura, afogamento e sufocamento.


O próprio relativismo é relativo!... à à, à quê?


El Dona um dos caras mais bêbados do mundo!


A vaidade excita...


Eu mijei mais que o diabo verde na cruz de São Juá!


As putas são animais em extinção.


Nome de igreja: " Só o senhor é Deus" Subtitulo: "um igreja diferente!". Ao lado um bar: Bar Santo Antônio. Na cidade de Vera Cruz -SP.


Nome de viaduto: Belarmino dos Santos.


Como decidir-se diante de uma contradição inevitável? Gostar e desgostar. Fragmentação e pluralidade
Diante de descombinações múltiplas e caóticas, o ser luta para ser, o indivíduo luta pela identidade, semelhança, entendimento. O sono permite-lhe um momento de solidão livre. Mundo objetivo, inanimado, mas existente. Que sentido tem as palavras se no fim das contas debruçam-se sobre si mesmas. Cansado demais o corpo, preguiçoso, esperto, ser-em-si.


Frase: "Você é muito bonita!" Por que perguntar acerca dos sentidos dos enunciados quando estes se mostram claros, comprovados pelo real, pela crueza da vida objetiva. Mas e quando não se mostram tão claros assim?e fazem parte de um jogo que pode ser explicado apenas dentro de si mesmo?


Tudo, absolutamente tudo e todos me irritam. O mundo e os homens me parecem tão mesquinhos, tão ridículos e banais que qualquer fato dito trágico já não me enternece mais a sensibilidade. Sinto-me frio como uma máquina industrial de larga escala perante as coisas. A fala, a vaidade, o estúpido orgulho humano rodeiam-me como fantasmas. Não há nada no mundo que não em faça sentir ódio, raiva, asco. O ar terrestre é pesado, os utensílios de que os humanos se servem para seus medíocres objetivos são estúpidos e fúteis. Já não consigo sentir pena do homem, apenas ira, ódio, intolerância.












FIM............ NA PRÓXIMO EXPLICO ESTAS PALAVRAS