quinta-feira, 5 de julho de 2012

o "Olá!" e sua possível contribuição à linguagem humana



"Existe uma pequena possibilidade de tudo estar errado, uma grande possibilidade de tudo estar certo, pois se assim não o fosse ninguém entenderia um simples "Olá!". Ora, um "Olá!" ou "Bonjour!" são simples, o que há demais nestas expressões? Não me arrisco a tanto e considero ainda um mistério os cumprimentos. Não posso dizer que são simples.Um "Olá!" nunca é solto, digo, nunca é solto desinteressadamente, existem tantos "Olás!" inoportunos, às vezes, indecentes, por que não Interessantes? Daí a grande possibilidade de tudo estar realmete certo pela cabal prova de um "Olá!", ou mesmo tudo tornar-se indecentemente errado pelo simples som de um "Olá!". Digo, um "Olá!" é mais do que sonoro, é também abusadamente táctil, arrepiante. Digo de olhares, as intenções de um sincero e simples "Olá!", marcante, bonjour pela manhã, um "Olá!" e o corpo despe-se singularmente. O lamento sacerdotal: "Quanta lascívia num cumprimento. Absurdo. Aparentemente inocente. Esconderijo de desejos. Ponta de iceberg."


T.F.

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