terça-feira, 22 de maio de 2012
"A morte sedenta me espera,
e eu jamais me esqueço disso,
espero vencê-la, dominá-la,
fazer as pazes com o Diabo, jogar cartas e fumar sobre seu trono,
Os risos poderão ser ouvidos do horizonte,
Eu pegarei pelos pescoços os néscios e levantarei a uma boa altura,
Sim, as coisas belas não tem um fundamento justo,
É preciso a dor, o sofrimeto, a humilhação,
A vida será considerada dádiva para o medíocre,
Ele terá o direito de ajoelhar-se,
Senão a morte!
Sim, pois há uma espécie de especialidades,
Há uma espécie de hierarquia de tipos,
Serão inimigos, os padres, os crentes do tédio,
os que acreditam unicamente no Bem!
Por gentileza, por favor e blá blá blá...
Não suportam o silêncio,
Que gritem então por explosão, por mais energia,
Mas nos livrem de ouvir suas lamentações ordinárias, diárias demais,
Há fogo, há terra, há água, ar,
Ora, façam silêncio!
Que nos deixem, que vão para o céu ocupar o seu espaço,
Estão perdoados, já podem morrer,
Conseguiram o direito da aposentadoria com TV nova,
Para o céu, para o Céu.
Eu? Aqui. De mãos prontas para o sufoco.
É lícito ignorar as estatísticas,
Não se deve guiar por números, ou nomes,
Deve haver alguma forma de escapar disso,
Eu não posso ser cidadão, morro de fome,
Poderia melhor desempenhar o papel de animal,
Mas há problema aí também: há memória,
E não se deve gostar de algumas lembranças,
É lícito esquecer, quando se vê que o passado é muito mais distante e obscuro do que parece,
Cumpre o seu papel então a imaginção,
Curiosidade deve ser preservada,
Afinal de contas, como são belas algumas árvores,
E nem sequer sabemos o seu nome,.
Há vontades também e desejos, que a todo momento são ignorados,
As coisas que passam pela cabeça:
Assassinato, tortura, atentados contra o patrimônio alheio,
E olhar a bunda daquela gostosa que passa a sua frente sem poder ao menos apertá-la,
Arrancar a sua roupa e fudê-la em qualqeur canto,
Ora, o que há de culpa nisso?
Sim, pois é difícil aceitar,
Por isso as igrejas, redimam-se de seus pecados, os justos.
Eu amei, eu quis casar,
Fui enganado pela idéia, mas esclarecido pela vontade,
Eu mesmo preparei o abandono, aos poucos, sem querer, mas era preciso,
Se há algo de verdade nisso, não importa,
Eu sei que nada de mais verdadeiro perdi quando virei náufrago,
Perdido no mar, encontrei diferentes sais,
Os pulmões aguentaram o sufoco, passei por tempestades,
Tinha sede pelas aventuras profundas e repentinas,
Era pego de surpresa, engolido por baleias,
Onde dentro de seu estômago, diversões,
Idiomas estranhos e novos,
Histórias dos tempos passados,
Aventureiros corajosos, hoje serenos,
Sobreviventes e sábios,
O valor da solidão...
Acúmulo de energia para o desconhecido!"
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