domingo, 27 de maio de 2012

outono, a tarde, próximo ao inverno



"Fez-se então um silêncio,
os olhos fecharam-se,
a boca singela, um leve sorriso,
a cabeça adormecida sobre o peito, próxima ao ombro,
o braço esquerdo estendia-se até o outro lado,
deixando cair a mão, cobrindo o abdômen, próximo ao umbigo,
o braço, o outro
colocava-se para trás, fazendo-se de travesseiro para a nuca que sustentava uma cabeça com olhos para cima,
pensativa,
o corpo ao lado nu, sonolento
guardava uma leve lembrança de eternidade,
olhava aqueles olhos fechados, de relance,
têve certeza da eternidade,
sim, no teto, facilmente percebia uma grande orquestra de anjos,
seus braços movendo-se pareciam como o de um maestro,
os corpos estavam nus,
e logo em breve mesclados. "


EL.T.



terça-feira, 22 de maio de 2012

cascavelletes baby satanas

http://www.youtube.com/watch?v=PAYQq491ZB0

 Acontece que um dia, depois de abandonado, uma carta escrevi, mandei por correio, quatro páginas dizendo todos os detalhes do que sentia, todas as casualidades dos acontecimentos, todas as esperanças de encontrá-la; lembro que quando escrita lágrimas não deixaram de percorrer pelo meu rosto até caírem e mancharem o papel da carta. Foi que nos encontramos e quis ver a carta, ela não achava, na verdade eu tive a impressão de que aquela carta era o símbolo maior de que eu era um completo idiota e por sorte me livrei daquele sonho infantil de amor de minha vida; ela foi embora da cidade e quase nada de lembrança guardo dela, a não ser quando comento do seu nome para um amigo que tínhamos em comum que poucas vezes vejo
A coisas agora tornaram-se mais simples e menos imbecis, isto é verdade. Há coisas mais importantes a possuir do que alguém.


"A morte sedenta me espera,
e eu jamais me esqueço disso,
espero vencê-la, dominá-la,
fazer as pazes com o Diabo, jogar cartas e fumar sobre seu trono,
Os risos poderão ser ouvidos do horizonte,
Eu pegarei pelos pescoços os néscios e levantarei a uma boa altura,
Sim, as coisas belas não tem um fundamento justo,
É preciso a dor, o sofrimeto, a humilhação,
A vida será considerada dádiva para o medíocre,
Ele terá o direito de ajoelhar-se,
Senão a morte!
Sim, pois há uma espécie de especialidades,
Há uma espécie de hierarquia de tipos,
Serão inimigos, os padres, os crentes do tédio,
os que acreditam unicamente no Bem!
Por gentileza, por favor e blá blá blá...
Não suportam o silêncio,
Que gritem então por explosão, por mais energia,
Mas nos livrem de ouvir suas lamentações ordinárias, diárias demais,
Há fogo, há terra, há água, ar,
Ora, façam silêncio!
Que nos deixem, que vão para o céu ocupar o seu espaço,
Estão perdoados, já podem morrer,
Conseguiram o direito da aposentadoria com TV nova,
Para o céu, para o Céu.
Eu? Aqui. De mãos prontas para o sufoco.
É lícito ignorar as estatísticas,
Não se deve guiar por números, ou nomes,
Deve haver alguma forma de escapar disso,
Eu não posso ser cidadão, morro de fome,
Poderia melhor desempenhar o papel de animal,
Mas há problema aí também: há memória,
E não se deve gostar de algumas lembranças,
É lícito esquecer, quando se vê que o passado é muito mais distante e obscuro do que parece,
Cumpre o seu papel então a imaginção,
Curiosidade deve ser preservada,
Afinal de contas, como são belas algumas árvores,
E nem sequer sabemos o seu nome,.
Há vontades também e desejos, que a todo momento são ignorados,
As coisas que passam pela cabeça:
Assassinato, tortura, atentados contra o patrimônio alheio,
E olhar a bunda daquela gostosa que passa a sua frente sem poder ao menos apertá-la,
Arrancar a sua roupa e fudê-la em qualqeur canto,
Ora, o que há de culpa nisso?
Sim, pois é difícil aceitar,
Por isso as igrejas, redimam-se de seus pecados, os justos.
Eu amei, eu quis casar,
Fui enganado pela idéia, mas esclarecido pela vontade,
Eu mesmo preparei o abandono, aos poucos, sem querer, mas era preciso,
Se há algo de verdade nisso, não importa,
Eu sei que nada de mais verdadeiro perdi quando virei náufrago,
Perdido no mar, encontrei diferentes sais,
Os pulmões aguentaram o sufoco, passei por tempestades,
Tinha sede pelas aventuras profundas e repentinas,
Era pego de surpresa, engolido por baleias,
Onde dentro de seu estômago, diversões,
Idiomas estranhos e novos,
Histórias dos tempos passados,
Aventureiros corajosos, hoje serenos,
Sobreviventes e sábios,
O valor da solidão...
Acúmulo de energia para o desconhecido!"

Meu sufoco é absurdo, algo que explode incessantemente dentro de mim e que me domina, me faz deitar e ter vontades e impulsos e ódios. Olho as cabeças humanas enfileiradas dentro de qualquer lugar, cinquenta pares de mãos para juntá-las e afogá-las de uma vez, fazê-las explodir, para com isso obter a prova de que existem mesmo. Não, faço o favor de enterrá-las, estão mortas, passam pela vida sem conhecer os pulmões, sem ofegar, o trabalho é orgulhoso. O peso que sinto pela falta de lugares, pela falta de ouvidos e bocas compatriotas. E queria saber aonde estão vocês? Onde procurar? Caço! As bestas estão soltas! Os tolos! Os estranhos, os animas; todos tornaram-se comportados mesmo, felizes? Quero ouvir gritos! Gostaria de explodir, enterrar cabeças na areia. Estúpidos! É que me cansa as promessas eternas, os dias da semana, a esperança alegre de um final feliz depois do sacrifício Estou cansado. As satisfações baratas já estão muito conhecidas, entediam. Há algo ainda que seja desconhecido? Sim, há. O assassinato, ou a morte em vida; existe uma falta de coragem enorme para se despir do que se prende. Existe uma falta de coragem enorme para romper com a estupidez. Existe medo dos gritos, existe medo das revoltas sinceras. E eu me calo! Eu não quero que me ouçam, por isso me calo. É óbvio demais para ser dito!

dos meus poemas



"Eu não gosto deles,
Não sinto segurança alguma perto deles,
Não os entendo,
Parecem sem ritmo, sem graça,
Eu não gosto deles,
Eles são ruins,
Eles não prestam,
Eu não gosto deles,
Eu gosto apenas de deitar no sofá,
Esquecer de tudo e dormir,
Eu não gosto deles,
Dos outros eu gosto,
Com qualquer elogio favorável eu passaria a gostar?
Não, continuaria não gostando deles,
Mas no meu caminho aparecerão de novo,
E talvez se mostrem com outra cara,
Por ora, não gosto deles."

domingo, 13 de maio de 2012

mentira


"Em todo showzinho de rock ela ia, se enrabichava sempre com algum músico da banda, colecionava, mas eles iam sempre embora, não ficava triste com isso porque sabia que no próximo fim de semana viria outra banda com outros músicos. Um dia foi que conheceu um rapazinho no terminal de ônibus simpático e gentil, conversaram e convesaram, até que num momento ela perguntou se ele não tocava nenhum instrumento... O rapaz mentiu, dizendo que sim... Ela se apaixonou então por ele... O rapaz sumiu e ela nunca mais foi aos showzinhos de rock..!"


T.F.

caso de família



"O homem com um amigo na frente do escritório às 3 da tarde, passa uma mocinha com roupa de verão, faz um olhar para o amigo e diz:

-Mas tem mulher gostosa no mundo, pelamordeDeus!

O amigo sorri.

A noite em casa, o homem na sala assistindo TV junto com a esposa, a filha sai do quarto toda arrumada, o pai pergunta:

- Onde vai minha filha?
- Sair com as amigas.

Ela sai, ele fecha os olhos e a esposa algum tempo depois o chama pra dormir na cama."


T.F.

o universo é cíclico


"um açougueiro comprou uma máquina nova de fazer linguiça, mas era de segunda mão, e ele fazia linguiça, enchia linguiça, e enchia a tripa e limpava a tripa, e vendia a linguiça pronta e crua que ia ser assada ou frita e depois comida por alguma boca adulta feminina ou masculina ou de criança. e o trabalho que ele têve? converteu-se em dinheiro que ele usa pra pagar o aluguel,  pra pagar o imposto, pra pagar os funcionários do Estado que trabalham em prol dos cidadãos, dos jovens estudantes, que aprendem a encher linguiça desde novos."


T.F.




futebol, um pecado



"Sábado.


O marido com a bunda assentada confortavelmente no sofá da sala e os pés descansando sobre a banqueta, na TV o jogo. Ele grita:

- Mulher, traz mais uma gelada pra mim...!

Ela pára de limpar o chão do banheiro, vai à cozinha, abre a geladeira, pega a gelada e leva para o homem:

Com olhar terno e com um beijinho:
- Aqui, meu Bem!

- Gooolll!! Goooll!..... Obrigado amorzinho.

Ela o lembra:
- Amanhã vamos a missa, ok, não se esqueça...!

No outro dia eles acordam, tomam café e vão a igreja."



T.F.

ciúme


"O marido chega um pouco embriagado em casa perto das onze da noite, a esposa encontra-se na cozinha com um rapaz, suposto amigo, o marido pergunta:

- Tá comendo ela?

O rapaz meio encabulado responde:
- Nnnão..!

O marido então dirigi-se para o quarto deita-se na cama e dorme."


T.F.



octogésima quarta parte do livro "Moeda Real"


 "foi preciso garantir uma espécie de segurança,
foi preciso garantir direitos registrados em lei.
às 18 horas e 55 minutos do dia 13 de maio de 2012 nasceu uma criança de uma mãe chamada Irene de Souza Pinto e de pai desconheido, o nome da criança, Augusto de Souza Pinto, fictício aqui, mas que nasceu em outro dia, foi escolhido pela mãe, a certidão de nascimento redigida no outro dia, no cartório localizado na Rua Inglês de Souza no centro de Rimália, a criança têve o peso medido em 1, 800 Kg, de cor de pele clara, moradora agora civilmente na rua Kaio de Abreu, no Jardim dos Taquiras, antes biológica só dentro da barriga, mas com expectivas verbais pronunciadas pelos lábios da mãe com irmãs da mãe pelos lados gritanto horrores pelo acontecimento do nascer do filho, irresponsabilidade gratuita, a mãe contente, primeiro filho, possíveis pais, talvez 3 ou 4, que ela não menciona o nome, agora com dinheiro auxílio para o tratamento da criança e manutenção da casa, a Farmácia Popular do Brasil localizada na Rua Joaquim de Paes Moreira distribuidora de remédios com preço popular para os populares populachos do Brasil que moram longe mesmo dos locais de acesso necessários a suas vidas, mas o passeio de ônibus que dura quase sempre um pouco mais de uma hora faz agrado aos sujeitos utilizadores destes meios de veículos transportados capazes de grande quantidade de pessoas com o nome popular de busão ou ônibus que também é popular, ou carro para os motoristas profissionais destes veículos, atentos ficamos com o horário de partir destes mesmos autoingestores de combustível quando se trata de algum compromisso sério..."



atençao, este livro não registrado em nada sério ou formal, é escrito imediatamente através deste veículo de comunicação sem pretensões civis de divulgação em grande massa ainda, portanto qualquer aquele que estiver a fim de copiar e colar em outro lugar estará contrubuindo talvez por prejuízo a obra ainda em criação.





poema das horas



"olá Homero, olá Hesíodo,
olá seres mitológicos, divindades raras e obscuras!
confesso que o asfalto, o barulho e o cheiro podre de nossos tempos vem me agradando,
permito-me ser podre também, mas um pobre escondido,
pichar muros a partir de 1998 tornou-se crime,
olhe pro lado pra ver se ninguém vem te prender,
e digo, fora isso, comporte-se onde você estiver,
pois estão de olho em você, em tudo que você faz,
impressionantes os seus feitos,
no quinto dia útil o salário e tudo fica bem.
não se esqueça de zelar pelos pobres,
o resultado: sono tranquilo.
amanhã é segunda,
mas e hoje, e hoje?
hoje fica pra depois, porque amanhã é segunda."


Patávalo

bandeira nacional



"MERDA E PROGRESSO"

sábado, 12 de maio de 2012

casvalletes - lobo da estepe

http://www.youtube.com/watch?v=JwTNVCTMHVI&feature=related

viagem



"saiba que o Paraíso do poeta se encontra em altura bastante extensa
e quando o poeta cai desta altura leva dias, meses e anos até chegar ao chão,
lá encontra o Diabo, mergulhado nas profundezas terrestres,
o poeta tem o aspecto de um dragão
e chora ao ver sua face desfigurada,
sente-se pesado, o poeta,
pois é rápida demais a queda,
a distância entre Céu e Inferno é longa,
sabe que jamais terá forças pra cultivar de novo aquela bela felicidade do Paraíso,
julga tola a sua estadia lá.
promete então se tornar senhor de si mesmo,
cospe na cara de Deus e faz Satã feliz,
mas Satã não percebe que é apenas um truque,
e numa noite no inferno, o poeta com golpe mortal perfura o coração de Satã,
solta risos e gargalhadas depois, em altíssimo volume,
o Inferno se torna uma grande festa,
o poeta cria asas, uma negra como as do morcego,
a outra cultivada em penas brancas,
passa a voar pelas alturas, sem desejar o céu,
sua face demonstra quase que um cinismo,
em busca de palavras e ouvidos."



T.F.




http://www.youtube.com/watch?v=4ROH-9d7_Qw

problema moral



-você já tomou um café melhor que o meu?
-sim, o meu.
-então levanta cedo e faz você então, já que é melhor.
-não, eu gosto de coisa ruim.

música


arrumar algum jeito pra não dizer o óbvio.

bocejo


como se livrar do sentimentalismo,
do rançomantismo?
daquilo que é desesperador sem ao menos se dar conta.
àquele que quer ser poeta hoje,
veja na poesia um último recanto apenas,
poema sem dor, poema sem lamento,
não é poema,
é crença, é ilusão absurda daquilo que já se perdeu e se mostrará perdido claramente,
é poema sem pimenta, é poema sem bomba ou dinamite.

poema perdido


a respeito do belo e do feio,
dizem, disseram, admiram
o que é?
dois jovens apaixonados um pelo outro se mataram frente a frente,
ficaram eternos,
no cemitério agora os cérebros apodrecem,
e eu não sei se isso é belo.
através de dramas e remorsos
ninguém deve recusar os pedidos do poeta.


estou com fome,
 há uma nota de cinco e outra de dois na minha frente,
não há um bar na esquina da minha rua,
muuu! fazia a vaquinha escrita naquele livro lá,
quem sabe? quem sabe?
estou com fome!
duas latas de cerveja vazias,
sem cueca estou,
as camisinhas que encontrei estavam podres e joguei fora.
afinal, o mundo não está tão bagunçado assim,
ainda se produzem teorias,
econômicas, dados estatísticos,
os negros reclamam por justiça,
os índios recuperam terras na Bahia,
e eu não pago o aluguel de casa.
há certamente nesse instante alguém lavando louças,
alguém guardando pratos,
e mais outro alguém esperando a ressaca passar.
a Primeira Guerra Mundial aconteceu entre 1914 e 1918,
eu sei disso,
e a Segunda 21 anos depois,
Fernando Pessoa nasceu em 13 de junho de 1888,
eu 101 anos mais tarde,  o que diz a certidão.
o nome do meu violão é John Atan,
estudo o Eterno Retorno,
tenho um braço maior que o outro,
gosto do samba de N. Rosa,
e a música de massa me incomoda.
A rima foi involuntária,
filósofos querem ser presidentes,
a educação está uma bosta,
e os barulhos de janela batidas pelo vizinho me irritam.
Existem redes sociais na internet,
conheço histórias de casais que se conheceram assim.
Me pergunto se os acadêmicos acreditam mesmo em suas teses.
E por que há tantos modos de falar?
Nas idas e vindas de ônibus eu percebo,
e é tudo errado eu diria.
Como? Como?
Termino o fim desse poema sem saber nada sobre o belo.

"Abuso literário!"


T.F.

terça-feira, 1 de maio de 2012

entre as trincheiras



"Eu não sou branco
E a cor da minha pele não é negra,
Também não sou cristão, mas tenho um corpo,
Sinto preguiça de trabalhar e o barulho dos automóveis às vezes me incomoda,
Minha bandeira não tem haste, nunca pôde ser erguida,
É que ao olhar para cima não percebia as bandeiras,
Via as nuvens e me perguntava formando figuras,
O que eram aquilo?
E as aulas de ciências não me responderam.
Aprendi a falar com meus pais,
Alimentavam-me também,
Hoje quase mendigo e bebo,
Amo as mulheres,
Algumas em particular que fique claro
E também gosto de tomar café com cigarro,
Enquanto isso, lá atrás, Platão dividiu o mundo em dois,
E alguns gostaram disso,
E eu que não entendo, sou obrigado a entender a coisidade da coisa.
Acusam-me de louco e indolente"


T.F.

novos chineses



"Chega de lamentar a poesia perdida,
Os homens sempre foram o que são só pra lhe informar,
Paz nunca houve e ai daquele que não juntar à sua fronte espessas tábuas de armadura,
O mundo nos ataca de todos os lados, e tu, tu não é outra coisa senão parte deste mundo,
Chega de adiar o momento da entrega, existe um pelotão a tua espera,
A batalha já começou, e não adianta mais aproveitar uma riqueza que não existe,
Chega de disfarçar, chega de procrastinar,
A hora é agora, ajude no que puder, salve quem puder,
Alinhe suas armas, vista seu uniforme,
O mundo está aí e nossa nação precisa de você,
Montemos uma nova China,
Nosso lema: Rigor e Disciplina!
Avante! Avante!"


Patávalo

o músico e sua gaita


"Aviso:
Tu poeta, nem mesmo tu estás salvo daquilo que tanto desprezas,
Talvez tua dor seja esta:
Saber e não poder, 
Não poder realizar suas loucuras, saber limitado.
Não ter coragem pra atravessar de vez, olhando distante.
Mas o que é isto que enxergas e diz ser tão belo?
O que é isto que lhe chama tanta a atenção e te consome permanentemente?
O que é isto que faz os homens te chamarem de louco?
És também homem, poeta? Pergunto...
Talvez sim,
E os homens talvez sejam estranhos agora,
Qualquer outra coisa que não homens,
E aqueles que lamentam, poetas, 
Àqueles que lamentam... Desejo sorte!"



"Não, não sei mais nada, esqueçam as palavras acima...
Sou ébrio e muito muito preguiçoso!"


T.F.