segunda-feira, 14 de outubro de 2013

vamos velar os neurônios. eles morrem, nós morremos. tu morres.


vá toma no meio do seu rabo, animal. lalalala. poblema de mermória. arminésia. vai toma no olho do seu cu. dotorzinho do caralho. bota arco no artomóver então. num crerdito. oia putaqueparir. o caminho do fogo é agua. do reto é o torto.
IgUaL  iGuAl. 969. 696.

Nem PM, nem PCC.  C P O Q é rabo de cachaça com lagartixa morta. birita

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

lamento clandestino de um objeto sujo



"Que livro você está lendo? Um livro de filosofia. Olha, professor, você dobra e desdobra esse ferro e ele fica quente. Isso se deveee... Eeee, pera aí... Tem uma explicação física... Aquecimento de moléculas... Muito bom o livro, com a condição de que o entenda. Hegel, Fenomenologia do Espírito.


"Minha flor
Minha maravilha
Tu és o amor da minha vida". 


           Não dá nem pá copiá véi! Ora, vejam só, como é insípida a existência. Ou seria a existência? Ou aquilo que acontece? O ser-aí? A realidade? É chato!
Uma buzina teimosa teimava em gritar em frente ao portão. Sucumbi como um patinho caindo na armadilha do sensível e grosseiramente real palpável. O espírito? Onde o Espírito nisso tudo? A cara dele, gente! Deficiente. Rapei a barba sábado. O bicho não cria barba, mano, o baguio brota. O baguio é o quê? Que que o Allan quer cara? Só você não feiz ainda Jão. 
E chega para interromper a balbúrdia a nossa querida chefe estúpida que dói! Por que ela não vai para aquele lugar? Garotinho mal-educado, preciso conversar com a sua mãe. O psôr, tiro assim, psôr.
Qual a origem das Cidades-Estado? Verifique! Verificação? Pesquisação! Pesquise! Pesquisar o efeito dos verbos imperativos. Atenda o telefone e diga: Fale! Issoo... Ó! Vô coloca um Ventania aqui e vou fazer essa redação rapidinho. Sabe o que ele fazia para escrever daquele jeito? Não? Liga o ventilador aí ow, porque peidaram aqui. A transcrição do real se dá por meio dos ouvidos e dos labirintos. Apenas sendo surdo para escrever um romance romântico nos moldes do romantismo brasileiro. Essa idéia de solidão do autor não deve nunca se confundir em não misturar-se ao real ou ignorá-lo. Compare-se com a fotografia. É igualzinho! Uau, a cara do pai. O pai no caso é o que acontece, o filho a transcrição do que acontece e o que acontece é música para os ouvidos de qualquer um. Ow, já tô sabendo onde é o bordel aí véi, vamo lá hoje!


      "Meu Deus como dói
A dúvida corrói
o prazer vem logo
mas a dúvida corrói
imensidão e vastidão de campos
perambula-se sem conhecer
o começo ou o fim,
dói o tempo que não é
e a deformação das formas
já não seria uma forma
deformação de que forma?
Se é existência ativa
tem forma."



E isso não é nada.
"


T.F.



quarta-feira, 4 de setembro de 2013

UNESP-FFC-MARÍLIA



"Nas universidades públicas existem brancos em sua maioria, garotas enfeitadas, poucos negros, menos ainda índios e uma porção de professores estúpidos e arrogantes. Existem também os que praticam os cursos "vermelhos" e os que praticam os cursos "não-vermelhos". Os que praticam os cursos "vermelhos" acusam os que praticam os cursos "não-vermelhos" de alienados e pelegos. Os que praticam os cursos "não-vermelhos" acusam os que praticam o curso "vermelho" de comunistas sujos. Embora se encontre muitas exceções, a regra geral é essa." 


T.F.


"Andava por um bairro de classe média alta a procura de dinheiro para sair da cidade. Calçava um par de chinelos gastos que se interpunham a sujeira dos pés. Barba espessa, pele morena e vestia camiseta branca de um grupo de capoeira. Encontrou numa rua curta do bairro dois homens brancos conversando na calçada da casa de um deles. Havia uma caixa cheia de livros em inglês no chão. O pedinte falou as palavras de praxe e lhe foram negadas quaisquer quantidade de moedas com a desculpa de que não tinham. Reponderam de uma forma meio a balbuciar, a vergonha, o sentimento de culpa por aquela miséria lhes assolou a alma. Mesmo assim, tentaram se desvencilhar daquele sentimento alegando medo. O sentimento de perseguição da classe média é grande, chegam em casa com os faróis do carro ligados para que nenhum sujeito escondido não lhes surpreendam com uma arma por sob a camisa. "


T.F.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

o propósito de permanecer calado não deve ser nunca confundido com qualquer suposição alheia que insinua aparente covardia pela minha omissão diante dos fatos



"Como bater de asas de um bando de pombos faze-se ouvir a queda de águas em gotas do chuveiro ao chão do banheiro. Não há nada estranho comparado ao rufalhar da descarga apertada por mãos humanas as vinte e duas horas e quarenta e quatro minutos de um dia simples como são as quintas-feiras de agosto. A questão sobre a possibilidade de se saber ou conhecer o mistério por detrás da escuridão jaz excluída de prontidão desde que o homem tomou o poder para si. Ideias iluministas e franceses! O que é isso o jovem? estudante se pergunta. Eu digo nada além daquilo que se esconde por detrás de nosso nariz. Não se pode fazer compreender-se a partir das palavras utilizadas naquele tom rude e tão pouco atraente. Seria o proceder justo caso se fizesse ser senhor e talvez mesmo escravo? Há dúvida. Liberdade. Não senhor, não escravo. Nada e só, somente os passos lentos por sobre as pedras deste asfalto tremulante, se co, ríspido e duro. Vagarosamente foram construídas, as pontes que nos ligam aqui e ali. Caro senhor John, faço-me presente através deste escrito, desejo a sua proteção para me incumbir da função de. Ponto final. E que prazer não teria ele se reconhecido fosse pelos pensamentos conhecidos reminiscentes que são, porém exotéricos? Claras não foram suas expressões para designar tamanhas dores que estavam em jogo num processo tão grande. Ah, sim, o grande processo. Conheço as acusações. Tamanho o meu espelho, posso enxergar até mesmo a escuridão no meio de uma claridade. E eu sim, sei ao que você se refere quando diz."


T.F.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

conhaque de alcatrão

Na casta e tosca cidade de Marília perambula pelos ares um cheiro de bolacha e em muitos outros lugares um leve cheiro de esgoto, em poucos ocorrendo um cheiro que permaneça inquieto e agradável, os lugares que acomodam cheiros são vários e determinados pela cultura alimentícia do lugar; desde a ingestão até a digestão. Há meninos que sobem suas pipas, e outros ainda que cortam as pipas desses meninos que sobem suas pipas, porém estes que são cortados pelos cortantes das linhas dos outros meninos que sobem suas pipas para cortar as linhas dos meninos que sobem suas pipas para se divertir não tem nenhuma imunidade em relação a vontade que se instiga em cortar a linhas de outras pipas quando os meninos as vêem pelos ares. Existe,entretanto a ocorrência de outras atividades no local onde se soltam pipas e ponde se proliferam pelos ares cheiros os mais diversos. Tais atividades se abrangem desde a bebida mais amarga até mesmo a bebida mais doce. Outras porém trazem prejuízo aos joelhos: alguns meninos sofrem quedas, por motivo de desatenção.
E porém, aonde se quer chegar? Não sei. É uma pipa muito, mas muito massa. Messi. Por quê? Porque ele é massa. Hoje nós vamos... Domingo? Não sei.
Olhou para o borrão de tinta impresso no papel. PUUURRGHHH! Leo Bloom incomodava-se com as etiquetas. Peidar? Jamais. Leo leo Bloom, o que é isso, judeu errante?
Você sabia que eu nunca mais voltarei pra Marília. O pessoal não sabe, não aprende. Muita gente sem noção, mal-educada. Enquanto isso um blues tocava por aí, e todos ouviam, certamente. Todos ouvem sempre o que acontece. Os sentidos apenas são limitados. Mas ouvem o que acontece, podem adivinhar digamos assim. Aedo! Aedo?
É preciso exercitar-se. Ler as marcas de publicidade pelos rótulos.  Pold. Nilde. Leo. Leonilde. Sua mãe, sim sua mãe, vejo aqui nascida a 16 de junho de 19**. M as e não se mata cavalos? Ora se sim, McCoy.
Eu quero estar morto quando o mundo acabar.

Comeu quantos? Cinco. Água água, glugluglugluglu. Que barulho é esse, o que você está falando? Seu podre. Minha barriga, coloca no catálogo. Catálogo. O que é isso? Um alien está saindo de mim. Me mate, por favor. Me mate, por favor me mate. pxii, boom, boomm.

Mudança, explosão.

terça-feira, 30 de julho de 2013

relatório sobre a queda e suas consequências do ponto-de-vista moral, físico e técnico (isto é, o conserto da quebradura da queda)



"Caro Senhor G. namorado de mamãe, desculpe-me por tê-lo ofendido ontem com altos esbravejamentos e gritos de fúria causados pelo fato de a mamãe ter utilizado meus queridos livros como apoio para a cama a qual vós quebrastes transando na noite de sábado. Felicito-me por vossa felicidade, nos dias de hoje a felicidade é um bem supremo e está ao alcance de todos, portanto vós também estais aconchegados, e tem o legítimo direito disso, sob as queridas sombras douradas e louvadas deste bem que vem dos céus. Porém, admito-o, causa-me fúria excessiva a mim, logo a mim, que sou um senhor jovem, porém excelso, compartilhar da opinião de que livros podem servir de instrumento de apoio para possíveis desventuras materiais do leito conjugal; o qual, sem intolerância alguma de minha parte, refaz o perfeito caminho que a humanidade admite como de sua origem e nos garante luxuoso conforto, ainda que esteja isento de absolutas condições de imunidade contra incidentes. Para evitar tais constrangimentos, é possível para o homem ainda, digo ainda, a capacidade de calcular, deduzir, pressupor, ou se se quiser, imaginar, que dois corpos bem avolumados juntos podem vir a exercer forte pressão de peso sobre outro estático com limites físicos estruturais, fazendo-o romper em algum dos pontos de grave contato de superfície. Há então a queda!"


Patávalo

o banho



"Começou então a perceber como era fácil imitar. Imitava as vozes de rappers intimidadores com caras de maus e com voz também de maus, cantava músicas de um modo diferente, músicas conhecidas, já consagradas, e que algumas eram ainda aquelas escolhidas pelos eleitos como as de contramão a cultura vigente, músicas que diziam em suas letras frases dos oprimidos, músicas que alertavam as falhas do sistema, músicas portanto, alternativas, mas que se misturavam ao gosto comum das TVs e dos rádios de grande produção. Tudo cantado em outras versões com voz estranha e vigorosa. Imitava, ao mesmo tempo que cantava, também os deficientes mentais com alto comprometimento intelectual, de modo que retorcia a face e as mãos fazendo caretas de modo parecido que os comprometidos intelectualmente fazem sem querer. Puxava a boca para um lado, os braços, fazia-os curtos como os de um tiranossauro, porém retorcidos, também retorcia todo o tronco e mostrava os dentes, de modo a parecer um monstro, e também ao mesmo tempo que soltava gemidos, ganidos e gritos ora agudos, ora graves, parecia dançar talvez, recuperava em si os hieróglifos naturais artísticos de culturas tribais as quais para se representar no mundo utilizam a dança e fazem do corpo o seu próprio instrumento, e era isso o que ele fazia, nu, enquanto a água quente do chuveiro caía percorrendo-lhe todo o corpo. Parecia inventar idiomas. Exprimia onomatopeias que talvez pudessem ser invejada pelos loucos, se estes porém, pudesse se dizer que, tivessem esta faculdade. Todavia, de modo súbito, assumia uma face dócil e límpida como a de um anjo, ou quase como a de um anjo, nesse momento seu aspecto era sério, normal e cerimonioso, como se esquecesse o que acabara de ocorrer, aquela luxúria de representações imitativas era esquecida. Rolava o sabonete pelas mãos. Encontrava-o liso e deixava-o cair, exprimindo sonora indignação.Terminava o banho, secava-se. Preparava-se para dar sua aula. Sabia que as mesmas mãos que ofertavam o pão, masturbavam o pênis. O pênis, objeto cilíndrico, e roliço era massageado então vagarosamente por estas mesmas mãos que agora o cumprimentavam, ainda que ele nunca houvesse deixado de cumprimentá-los por este fato, visto que a ação do banho é de fato eficiente. Porém a imagem, as palavras e os objetos eram de fato uma certeza para ele, assim como o quebra-cabeça que para ser formado completamente, é preciso que suas peças estejam no seu próprio lugar e não em outro. Pensava então em como o homem se intrometia em cada enrascada! Em cada bobagem! Em cada buraco! Que depois, podia apenas arrepender-se... O homem teria alma? pensava. Seria o corpo um fardo para o homem? aprofundava-se na questão. O cérebro, degenera-se?
Eis o seu grande medo: a degeneração gradativa do próprio cérebro. Diante de situações inadmissíveis, o cérebro tão vigoroso, tão capaz... O social não afeta as células, o corpo, o cérebro. Mas havia então o que se costuma chamar de mentalidade, pensamento, cultura, hábito, e por fim, e talvez mais simbolicamente para representar sem dúvidas o que se quer dizer, alma? Será?
Dostoievski, que era seu nome, renegou-se a deter-se tanto assim nestas questões, deicidiu-se aperfeiçoar-se em outras blocos de área de indagações profícuas meticulosas surpreendentes e bastante sensatas do ponto-de-vista linguístico-gramatical."


Patávalo


domingo, 28 de julho de 2013

animal

Enquanto ainda cagava sentado sobre a latrina, olhou para os papéis já utilizados dentro do lixo e se perguntava de quem seria o cu pelo qual passara aqueles papéis. Ao mesmo tempo, ponderava acerca da semelhança entre as letras M e W, ponderação suscitada pelo caso acontecido na biblioteca municipal o qual havia um usuário de craque que pegava muitos livros os punha sobre a mesa e os lia de ponte cabeça de modo que se disparava a rir de forma aguda despertando a atenção dos presentes e perturbando o estado silencioso de todo o ambiente, acreditando ser útil sua intervenção a bibliotecária levantava-se sempre que acontecia de o referido sujeito estar a se empertigar nestes modos naquela biblioteca pública.


TF

terça-feira, 9 de julho de 2013

preciso de ajuda; duas linhas de força entraram em conflito, o resultado do choque deu origem a mim. agora, o que faço? preciso de ajuda. não encontro água para matar a sede, não sei que roupa vestir e não sei com que alimento matar a fome. sinto-me praticamente insaciável. não que eu vá morrer, caso não seja saciado. o fato é que já existo, e por isso mesmo nunca deixarei de existir. a questão é que preciso de ajuda. vocês me entendem. preciso de ajuda. para quê? não sei. a questão é que preciso de ajuda.


o jovem, após o monólogo, caminhou, depois de duas horas vagas, encontrou um lugar, uma espécie de quarto fora de qualquer casa, era apenas um quarto e nada mais. tamanho era o quarto que podia abrigar o que o jovem encontrou lá dentro: muitos livros. começou a ler. e todos os dias ia até lá e lia durante horas muitos livros, mutias vezes apenas partes de alguns, outras pequenos de outros, e outros ainda que deixava para terminar nos dias próximos. muitas vezes distraía-se por algo externo ao quarto e não lia como a regra da leitura manda ler com atenção aquela parte do livro em mãos. meu deus! ele pensava, devo voltar, e retomava o que considerava perdido, de suma importância que era. concordava com muitos. concordava coma opinião de muitos. discordava coma  de outros. interpretava. associava. diluía. criticava. a maioria eram de filosofia, os outros, poesia, e outros ainda de história, literatura, e ainda outros de ciências naturais, e outros ainda, medicina, e ainda outros, economia, tinha quase de tudo. eram os mais diversos autores, de diversas nacionalidades. pensava, uau! que diversidade, quantas histórias! sob o mesmo céu! isso o intrigava. decidiu escrever também. começou pela folha e a caneta. nada pensava que considerasse importante anotar. nada que a imaginação lhe trazia o satisfazia. tentou elaborar uma interpretação sobre a dinâmica construtiva das sociedades. percebeu que o que havia de comum nas sociedades era o fato de sempre existirem muitos indivíduos. procurou e procurou, mas não conseguiu encontrar sequer uma sociedade que houvesse apenas um e somente um indivíduo. o que o fazia pensar que se de fato existisse tal sociedade, essa sociedade não teria em primeiro lugar um idioma pelo qual pudesse se comunicar. em segundo lugar, tal sociedade teria uma existência curta, visto que nalgum momento o indivíduo que a compunha deixaria de existir...

os gatos!

sábado, 8 de junho de 2013

OBRAS EM PROGRESSO. HOMENS NO REGRESSO. E MÁQUINAS PÁAAAAAAAAAASSSSS

PAUMEIRAS CAMPEÃO PALLISTA DE 1993.


OTHCU UTHC OTCHU OTCH. OTCH OTCH. OTCHU OTCHU . OTCH . OTCHU. OTCHU.



Uma ressaca desgraçada de danada apoderou-se no outro dia de John Atan após a beberagem hermitiosa que ele e o seu companheiro João de Barro fizeram crer aos olhos de quem  os assistia na rua Nove de Julho próxima a estação de trem giles forir. Já não suspeitavam de nada qando um guarda os interrpompe na rua das garças próximos e bem distantes da vida oriundo de bueiros e incógnitas partículas de laser. Eis qe tudo é verde. É branco e nesse sufoco revigorante de agonia jamais poderíamoos imaginar acreditar qe e alma pudesse existir em condções tão inóspitas contrárias até mesmo daquilo que supomos como correta. a igreja ortodoxa.  CARALHO! GITO M LÁ. PUTAQUEPARIU GRITO OUTRO LÁLALALARILA. AIA AI AI. IDAIA CADCOKAISKOLOP. E saber  qe irõ fazer o possível para compreender no final de tdo qe não se compreendi nada nadan nadanandanandannadnandanada.m Eia gacho che. qando estais ocupado é pois qe estais desocupado tambien. pero, mas sois hombre qe ninca qier facier graça de ste que não e... é bem possível estabelecer três linhas de método de rcocionio para descobrir e lógica qe permeia toda cuesta realitad
. Eia, mas nm jikalockijekilojhyieolaksijfhneio. amsjklleoisk. amsjjkkdlfjeo,m eklkfjfmvc. fjreiolskdjmgnjriolk. PUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUMMM! E não é que fedeu pra laralho e o otro nem s quer cuspeito qe aqele cu qe foi qe colto o cum. pira na cajuba. jubalacatmba. pára de falá assim menino. se retardado fedorento.buceta! vai vai toma no cu vai.. porra caralho. chana cabelda... buceta dos inferno.. essa porra aqi n dá certo de jeito nenhum.. ah vai se fde.. eu num vo faze isso, mais de jeito nenhum se fida puta.e num équiaparece uma porra duma caixa qe nm sei da onde veio. sem graça pa caraio. sem cor pa caraio..pra que. pra quê.me diz pra quêaquilofoiparalá. dojeitoquevailáficaficô.porra. 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

buñuel e dali



"As palavras, as árvores e o som dos pássaros caminhavam como amigos dentro da cabeça do Senhor C.. Além disso livros, livros e mais livros; ele vivia deles assim como vivia dos alimentos e do ar. No entanto era sozinho e possuía um distinto dom de silenciar-se perante os outros; todas as vezes que alguém lhe tinha palavra ele não mais fazia que um gesto monossílabo quase imperceptível deixando o outro levá-lo por louco ou pessoa absolutamente estranha. Sendo assim, Senhor C. não havia colecionado tantos amigos durante a vida, pois até mesmo o que se poderiam chamar de mais próximos não tinham opinião bastante solícita a seu respeito e ele mesmo pouco se importava, o que ao menos se esperava do Senhor C. era o fato de ele lembrar o nome dos supostos colegas e isso ele lembrava, pois sempre que tais colegas o cumprimentavam num encontro casual ele logo após o cumprimento, fosse "Bom dia", 'Olá", ou "Oi" o cumprimento, dizia o nome do indicado colega.
Houve um dia, porém, após chegar de um botequim, coisa que era raro cometer, embriagado, não encontrava a chave para abrir o portão da casa. Embaralhou-se todo a procurar nos bolsos, no paletó, na valise que carregava sempre e nada da chave se mostrar. Em nenhum lugar de seu corpo tremelicavam as chaves. Sua angústia talvez diminuíra ao se convencer de que havia perdido as chaves; não havia outra reação dele a não ser a de suspirar profundamente e soltar de forma lenta o ar pela boca fazendo um pequeno bico com os lábios quando concluía qualquer tipo de raciocínio. E sentia-se angustiado a pensar: "o que farei agora com a nova descoberta?"."



T.F. (O Patávalo)














terça-feira, 28 de maio de 2013

gertrude stein



"A maior parte do tempo tempo gasto trabalhando. A maior parte do tempo tempo gasto mendigando. A maior parte do tempo tempo corrigindo o que não está errado. A maior parte do tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo tempo. Tchau, professor! Tchau! Tchau. Tchau. Tchau. Tchau. Tchau. Tchau. Tchau. Tchau. Tchau. Tchau. Tchau. Tchau. Tchau. Tchau. Tchau. Tchau tchau tchau tchau tchau.'


T.F.

domingo, 5 de maio de 2013

o cavalo-marinho


"Sou como o cavalo-marinho,
que é algo assim como se comesse os filhos
até que cheguem a idade adulta."


Patávalo

sábado, 4 de maio de 2013

meu amigo chamado Castor



"O meu amigo chamado Castor emprestou-me um paralelepípedo pesado. Castor tem as roupas velhas e nunca as lava, vivem amassadas sujas e furadas. O meu amigo Castor caminha falando bastante, mas sozinho, não se poderia dizer que ele anda à toa, não. Ele anda ocupado com problemas cuja resolução talvez nunca se atinja, mesmo assim Castor se contenta com as possíveis resoluções que encontra. Quando conta até três, Castor o faz para conter sua paixão, isto é, o faz para não puxar a saia ou as roupas de baixo que passam por ele nas garotas ao lado. Ele sente uma atração muito forte por garotas jovens, magras e de pele macia. Castor garante que é lúcido e inteligente. Castor reconhece as doenças da sociedade. Castor conhece também as digressões da história e se conforma muito pouco com certos acontecimentos. É tanto a sua revolta que prefere não se deter muito, pois irrita-se. Castor foi mordido por uma cobra um dia, sorte que não era venenosa. Castor certo dia embriagou-se e envolveu-se em briga, sorte que amigos o ajudaram. Sim, Castor tem amigos que gostam muito dele. Seus amigos compartilham de poucos gostos comum com ele, porém isso não é obstáculo para que possam passar algumas horas juntos distraindo-se mutuamente. Talvez o grande desastre da vida de Castor seja não ser teimoso. Castor é apático e nunca imaginou chegar à presidência. "



Patávalo

domingo, 28 de abril de 2013

canto



"Lá vai
eu ouço o carro andando
o pássaro cantando
e eu me encantando
querendo o seu canto
todo de amor

o seu canto é todo de amor?"


T.F.

dúvida



"ir e vir
ver ouvir?"

T.F.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

os estudos



"Duas vezes já escolhido o melhor da turma, dez em física, dez em matemática, o melhor das redações, conhecedor de todas as histórias desde as mais antigas, exímio leitor, sabedor de tudo do corpo humano. A coleguinha lhe pede ajuda, análise combinatória não aprende de jeito nenhum, não entra na cabeça as funções e os nomes das partes das células, pergunta-se: história pra quê?, estes números, geografia também não é pra ela. Pede aulas particulares, o colega aceita. Na tarefa de matemática, por primeiro escolhe equações de segundo grau, ele explica, ela tenta e não consegue, com muito esforço faz apenas uma sozinha, ele começa a ficar irritado mas faz de tudo para esconder-lhe, no fundo do pensamento deste cu de ferro algo diz que ao lado dele há um pedacinho de garota pronta para o o soberbo Juízo Final Juvenil. O gozo já melava sua cueca então, quando ela cansada insinua sobra educação sexual. Disso, ele nada sabia, seu coração palpita-lhe na garganta, como nunca antes, em provas jamais isso lhe acontecia."



T.F.

pequeno flerte




"No assento seco de concreto do terminal rodoviário central ela esperava por ele ansiosa com olhos verdes chamuscantes denotando longas vigílias. As unhas pintadas, o cabelo arrumado e forte timidez eram suas qualidades mais evidentes. Há dias desde que o viu pela primeira vez aguardava bastante esperançosa o próximo encontro. Ele, nada sabia. Calculou seus horários, as seis estarei lá pronta para vê-lo. Foi o dito. Olha para esquerda e lá vem ele, impetuoso e apressado, dessabido da paixão de Eco, dessabido também de sua beleza, que só a ela surgia triunfante imponente, naquele momento sentia-se nas nuvens, ele passou por ela, sem vê-la, ela o fitou com olhar bobo aparentemente involuntário, e assim saciada pôde retirar-se. Pegou o próximo ônibus para casa e partiu com sorriso leve e tímido nos lábios quase imperceptíveis."


T.F.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

espelho



"o maravilhoso destes longos vales verdes é imenso
denso
a profusão de vida presente nele pode ser vista de longas distâncias
os tripulantes de um barco pirata dia desses se vislumbraram
tamanha era sua magnificência.
em dias de tempestade os habitantes deste vale oram
acreditam ser útil a oração
ignorando o bem que fazem estas chuvas
que servem para colocar em dúvida a existência de um deus.
pois é o vale e só ele por si só,
não houve deus que o criou
ainda que faça crer impossível sua existência sem religião,
tamanha sua beleza.

confesso que
o verde destes vales estão presentes em meus olhos
difíceis de enxergar, ocultos que são.
sua alegria, dentro de mim,
poderia emprestá-la, doá-la um pouco se quisesse, se fosse possível.
os vales verdes são meu refúgio, onde mesmo cego eu poderia vislumbrá-los,
ah! quantas vezes, quantas vezes já não me surpreendi com esta vasta abundância,
sim, vasta abundância, pois surpreende, ainda que assim como os outros eu precise de pão e água,
a questão é os longos e vastos vales verdes,
suas tempestades que não me atingem servem pra lembrar que não os posso tocar,
apenas contemplar como um reflexo qualquer."



T.F.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013



"A lua é pouca séria
o sol mui engraçado
e eu?"


T.F.