"Do buraco fiz abismo
fiquei a beira
olhando o imenso horizonte
que às vezes decifro.
Por ora
olho para os lados
para cima, para baixo.
Com um passo
sentiria a queda,
decifraria o buraco
e sua instância certa.
Morto, chão duro.
Mas do buraco fiz abismo,
que não é certo nem errado,
nem duro, nem soterrado.
Do buraco fiz abismo,
e ao ver montanhas e céu imensos,
senti suave sopro
instigando minhas asas."
T.F.