terça-feira, 22 de maio de 2012
Meu sufoco é absurdo, algo que explode incessantemente dentro de mim e que me domina, me faz deitar e ter vontades e impulsos e ódios. Olho as cabeças humanas enfileiradas dentro de qualquer lugar, cinquenta pares de mãos para juntá-las e afogá-las de uma vez, fazê-las explodir, para com isso obter a prova de que existem mesmo. Não, faço o favor de enterrá-las, estão mortas, passam pela vida sem conhecer os pulmões, sem ofegar, o trabalho é orgulhoso. O peso que sinto pela falta de lugares, pela falta de ouvidos e bocas compatriotas. E queria saber aonde estão vocês? Onde procurar? Caço! As bestas estão soltas! Os tolos! Os estranhos, os animas; todos tornaram-se comportados mesmo, felizes? Quero ouvir gritos! Gostaria de explodir, enterrar cabeças na areia. Estúpidos! É que me cansa as promessas eternas, os dias da semana, a esperança alegre de um final feliz depois do sacrifício Estou cansado. As satisfações baratas já estão muito conhecidas, entediam. Há algo ainda que seja desconhecido? Sim, há. O assassinato, ou a morte em vida; existe uma falta de coragem enorme para se despir do que se prende. Existe uma falta de coragem enorme para romper com a estupidez. Existe medo dos gritos, existe medo das revoltas sinceras. E eu me calo! Eu não quero que me ouçam, por isso me calo. É óbvio demais para ser dito!
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