sexta-feira, 23 de março de 2012

o feio estranho fora das capitais

sim meio torto orgulhoso soberbo
dou-me ao orgulho de ser chamado poeta ao lado de muitos.
mas sou sujo, como pode?
sem rima, sem estrofe,
um ploft! de tropeço me faz cair na bagunça do meu quarto,
barato, bastante indigno,
não ergo queixo pra cima,
não sou paulistano, não sou de capital nenhuma, não sei falar direito,
meu sotaque é estranho e minha voz vergonhosa,
onde nasci ainda existem os bairros caipiras,
a simplicidade e ignorância do campo,
ai ai! bons tempos que não vivi,
mas meus avós sim,
meu pai e minha mãe,
sim, ignoro-te aglomerado de população enorme que me irrita de longe,
seu orgulho, seus lugares, urbanidades européias e culturais demais,
miséria, miséria!


T.F.

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