quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
espelho
"o maravilhoso destes longos vales verdes é imenso
denso
a profusão de vida presente nele pode ser vista de longas distâncias
os tripulantes de um barco pirata dia desses se vislumbraram
tamanha era sua magnificência.
em dias de tempestade os habitantes deste vale oram
acreditam ser útil a oração
ignorando o bem que fazem estas chuvas
que servem para colocar em dúvida a existência de um deus.
pois é o vale e só ele por si só,
não houve deus que o criou
ainda que faça crer impossível sua existência sem religião,
tamanha sua beleza.
confesso que
o verde destes vales estão presentes em meus olhos
difíceis de enxergar, ocultos que são.
sua alegria, dentro de mim,
poderia emprestá-la, doá-la um pouco se quisesse, se fosse possível.
os vales verdes são meu refúgio, onde mesmo cego eu poderia vislumbrá-los,
ah! quantas vezes, quantas vezes já não me surpreendi com esta vasta abundância,
sim, vasta abundância, pois surpreende, ainda que assim como os outros eu precise de pão e água,
a questão é os longos e vastos vales verdes,
suas tempestades que não me atingem servem pra lembrar que não os posso tocar,
apenas contemplar como um reflexo qualquer."
T.F.
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