terça-feira, 30 de julho de 2013

relatório sobre a queda e suas consequências do ponto-de-vista moral, físico e técnico (isto é, o conserto da quebradura da queda)



"Caro Senhor G. namorado de mamãe, desculpe-me por tê-lo ofendido ontem com altos esbravejamentos e gritos de fúria causados pelo fato de a mamãe ter utilizado meus queridos livros como apoio para a cama a qual vós quebrastes transando na noite de sábado. Felicito-me por vossa felicidade, nos dias de hoje a felicidade é um bem supremo e está ao alcance de todos, portanto vós também estais aconchegados, e tem o legítimo direito disso, sob as queridas sombras douradas e louvadas deste bem que vem dos céus. Porém, admito-o, causa-me fúria excessiva a mim, logo a mim, que sou um senhor jovem, porém excelso, compartilhar da opinião de que livros podem servir de instrumento de apoio para possíveis desventuras materiais do leito conjugal; o qual, sem intolerância alguma de minha parte, refaz o perfeito caminho que a humanidade admite como de sua origem e nos garante luxuoso conforto, ainda que esteja isento de absolutas condições de imunidade contra incidentes. Para evitar tais constrangimentos, é possível para o homem ainda, digo ainda, a capacidade de calcular, deduzir, pressupor, ou se se quiser, imaginar, que dois corpos bem avolumados juntos podem vir a exercer forte pressão de peso sobre outro estático com limites físicos estruturais, fazendo-o romper em algum dos pontos de grave contato de superfície. Há então a queda!"


Patávalo

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