quinta-feira, 22 de agosto de 2013

o propósito de permanecer calado não deve ser nunca confundido com qualquer suposição alheia que insinua aparente covardia pela minha omissão diante dos fatos



"Como bater de asas de um bando de pombos faze-se ouvir a queda de águas em gotas do chuveiro ao chão do banheiro. Não há nada estranho comparado ao rufalhar da descarga apertada por mãos humanas as vinte e duas horas e quarenta e quatro minutos de um dia simples como são as quintas-feiras de agosto. A questão sobre a possibilidade de se saber ou conhecer o mistério por detrás da escuridão jaz excluída de prontidão desde que o homem tomou o poder para si. Ideias iluministas e franceses! O que é isso o jovem? estudante se pergunta. Eu digo nada além daquilo que se esconde por detrás de nosso nariz. Não se pode fazer compreender-se a partir das palavras utilizadas naquele tom rude e tão pouco atraente. Seria o proceder justo caso se fizesse ser senhor e talvez mesmo escravo? Há dúvida. Liberdade. Não senhor, não escravo. Nada e só, somente os passos lentos por sobre as pedras deste asfalto tremulante, se co, ríspido e duro. Vagarosamente foram construídas, as pontes que nos ligam aqui e ali. Caro senhor John, faço-me presente através deste escrito, desejo a sua proteção para me incumbir da função de. Ponto final. E que prazer não teria ele se reconhecido fosse pelos pensamentos conhecidos reminiscentes que são, porém exotéricos? Claras não foram suas expressões para designar tamanhas dores que estavam em jogo num processo tão grande. Ah, sim, o grande processo. Conheço as acusações. Tamanho o meu espelho, posso enxergar até mesmo a escuridão no meio de uma claridade. E eu sim, sei ao que você se refere quando diz."


T.F.

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