quinta-feira, 11 de novembro de 2010

nâo, não vâo me dizer o que eu possa ser
parecer ou estar apaixonado sem razão
não, ninguém vai explicar o jeito de falar
da vida ou do mar ninguém sabe explicar
pelos signos dos astros ou pelas leis fabricadas
não ninguém vai me dizer o que fazer
a hora que eu quiser esquecer e não aprender
não viver não existir, ao contrário do que se pensa,
fuga da história, de tudo o que se pensou
viverei sempre no novo ainda que igual
em desesperos pequenos prefiro esquecer todos os nomes que já me deram
é que nenhuma palavra mesmo pode dizer o que se passa
o silêncio apenas nos basta,
pois mesmo dizer sim seria erro, quero olhar abraçar, agir
apenas agir sem nada significar e assim amar
apenas isso amar e não dizer nada, nada
nada pode ser dito quando tudo já não foi

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