quinta-feira, 11 de novembro de 2010

calado quero ficar
munido apenas de palavras ingênuas
cantos juvenis prontos a entrarem em cena
desperto pela chama que aquece o sangue
de meu silêncio fugirei
apenas pra fazer rir, chorar
alguém que goste de mim
também
de mim o silêncio
deixou-me sozinho com suas palavras irmãs
companheiras nas horas vagas de prazer
pra entreter nosso sexo, brigas e comparações descomparadas
disparatadas ao cèu, logo esquecidas
acalmadas pela chuva feita breve repentina
fechando nossos olhos,
retornando ao sonho nosso calado,
dormindo
acordado,
quero ficar.

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