é que eu tenho centenas,
milhares, uma infinidade de pessoas dentro de mim,
por entre as entranhas, respirando ventos que passam,
por entre os olhares,
refletindo cegos ares.
nas palavras da boca,
no falar quando se cala,
eu tenho almas, milhares delas também,
espalhadas por aí
entre os cabelos, esquinas da infância.
nos espaços da distância,
a força de milhares,
e o grito que dissipa
desejos escondidos
e as vozes multiplicam
desejos escondidos.
desembocam em mim
sonhos infinitos
derrubando placas pelas vias das artérias.
T.F.
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