‘Mergulhei no vácuo poço do prazer que se encontrava metafísico no espaço que nos dividia. Olhei-me na sua vontade espontânea; minha imagem era selvagem; deixava transparecer a luminosidade de chamas enérgicas acumuladas do fundo do vulcão, como se a lava de outras faculdades tivesse transmigrado para uma só. O espelho, vulnerável, era brando e límpido. A toda reação de meu corpo, uma tempestade transparente se formava ante mim. Minha mão serviu como pedra para desmanchar toda a aparente calma do líquido espelho; as chamas que uma vez o moldaram, como fogo em palha seca eu as reascendi. Minha pele era fogo espesso, e os galhos no caminho ficaram. ‘
T.F.
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