ok, não passam de coincidências,
como um cientista prudente irei elencar os fatos.
não, não irei elencar os fatos, pois os fatos não são os fatos, os fatos são o meu recorte dos fatos do mundo e nada mais.
por isso... por isso o quê?
não exatamente por isso, mas faltando melhor expressão uso esta mesmo.
por isso tenho vivido de acordo com uma filosofia estranha, encontrada nas entrelinhas de poemas incidentes que pela própria significação do termo não carregam arbitrariedade alguma.
sexta-feira, 6 de maio de 2016
terça-feira, 3 de maio de 2016
poema ao velho
a vida
dizem
digo: "a vida dizem...!"
e não digo mais nada...
pois o que dizem da vida todos já estão cansados de saber...
mas
e sempre haverão os mas...
continuo ridículo,
sim, velho amigo,
aquele mesmo do qual certa vez você riu não é mais o mesmo,
mas, continua ridículo.
agora escreve
pra você, pra mim, pra ele....
agora escreva, você!
cálculos? não...
não mais cálculos...
palavras que dizem assim:
"a vida
essa velha torta manca
que mais trupica que desbanca!"
dizem
digo: "a vida dizem...!"
e não digo mais nada...
pois o que dizem da vida todos já estão cansados de saber...
mas
e sempre haverão os mas...
continuo ridículo,
sim, velho amigo,
aquele mesmo do qual certa vez você riu não é mais o mesmo,
mas, continua ridículo.
agora escreve
pra você, pra mim, pra ele....
agora escreva, você!
cálculos? não...
não mais cálculos...
palavras que dizem assim:
"a vida
essa velha torta manca
que mais trupica que desbanca!"
poema a professora
"sou cego!"
eliminada a possibilidade de ver
decidi vislumbrar o mundo pelos sons.
"é mentira tudo o que disse até aqui",
meu nome não é aquele
meu gosto musical também não eram aqueles
e minha simpatia
enganosa minha simpatia.
no estado em que me encontro, de surdez, é verdade,
nada me abala, finjo. mas aqui eu estaria a copiar o Pessoa...
no estado em que me encontro....
que estado?
como se eu soubesse do estado em que me encontro,
expressão inócua esta "no estado em que me encontro"
que sentido há "no estado em que me encontro"?
fujo!
tenho conseguido que as horas cruéis de trabalho passem mais rápido
e que passem de mágica!
sim, mas não direi para todos...
talvez o efeito acabe....
portanto, guardo este segredo apenas para mim e você...
pois as horas ...
e não falo mais!
domingo, 17 de abril de 2016
poema da casualidade
"José preparou uma armadilha para Reginaldo.
Reginaldo não caiu.
Maria pegou Joana no flagra.
Joana não perdôou.
Fabrício gostava de português e sua mãe era índia. "
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
tempo histórico
"Sim, o tempo se esvai
no instante mesmo
em que as mãos
cansadas
procuram por uma página
em branco.
Em vão constroem-se
estruturas
o trabalho estranho
se esquece
da mesmice que perambula
reinante por entre as fendas.
E o tempo
misterioso
nada diz
apenas remove
ponto a ponto
ilusões travestidas de razão.
As letras configuradas em rituais prevísiveis
não são sequer bandeiras
no entanto, a formosura
destas mulheres nuas
refletem sua ignorância mórbida e cristã.
Distantes
idéias, caminhos e pedras
como a vez em que o poeta
novamente indeciso
hesitou frente às rosas.
OH! Portadores deste precioso saber
permitam-me desnudar a fronte sã de todas as entranhas
diante à casta santidade
removedora de asas inúmeras.
Frenéticos deuses,
aqueles que matam seus filhos
Pátria amada!"
terça-feira, 30 de junho de 2015
vá caga, mala!
Vêm da boca de pessoas respeitosas o seguinte: "Devia bota uma ditadura aí! E vamo vê o "que que acontece!"
Primeiro que de respeitosas essas pessoas não tem nada e segundo que nós já vivemos numa ditadura, a ditadura da ignorância. Alastra-se por séculos no Brasil! No entan, ora pois, estão me vigiando aqui, ai meu DEus, socorro , alguém aí e estão me impedindo de escrever, socorro, estou sendo vigiado, ai meu Deus, eles estão olhando meu cérebro, ai ai ai, vou morrer, ai meu Deus. Ai passou, foi apenas paranóia, apenas ilusão. É que tem um alarme e um avião que sempre disparam por aqui tipos de ideias assim. .Bom, fato é que. Pera ai. De novo. De novo mermão, me deixa em paz vai. Como é que é?! Teu nome é... PAI?! PAI!!? Pai dos pobres e inocentes?" Não, sou seu pai meu filho e sou experiente. OH sim Deus!
Quanto deboche!
Voltando ao assunto de início, pois é impossível dar continuidade assim, com tantos entraves. Temos que dar satisfação disso, aquilo e aquilo e mais um pouco. É brincadeira! E dizem que nos vendemos. Como nos vendemos? Se nossa alma já estava nos infernos há muito tempo. Já dizia Dedalus: sirvo apenas ao império britânico e a santa igreja católica apostólica romana, palmas pra quem provar o contrário. Dio Santo!
Assinar:
Postagens (Atom)
